terça-feira, 27 de dezembro de 2011

2012 O ANO DO DRAGÃO, ANO BUDA 2578

Segundo o Horóscopo chinês 2012 é o ano do dragão. Um ser mitológico, de espírito indomável, mutante, empolgante, livre. Só tome cuidado com as consequências, ter tudo isto sem a sabedoria é o mesmo que não ter nada, só trará sofrimento.
   Que os governos e pessoas totalitárias abram mão de seu ego dominador e deixe espaço para a compaixão. Que os seres percebam a impermanência do universo, para começarem a fazer aquilo que é correto para um crescimento espiritual da humanidade e deles próprios. AFINAL UM MUNDO EXTERNO MELHOR COMEÇA DENTRO DE NÓS.
   Enfim desejo à todos um ano com muita sabedoria, harmonia, paz, tolerância e serenidade.
   Que todos os seres tenham: "a mente correta, a fala correta e a visão correta da vida"



Imagem:http: Banco de Imágenes Gratuitas

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Autobiografia em Cinco Capítulos





  1. Ando pela rua
    Há um buraco fundo na calçada
    Eu caio
    estou perdido...sem esperança.
    Não é culpa minha.
    Leva uma eternidade para encontrar a saída.
  2. Ando pela mesma rua.
    Há um buraco fundo na calçada
    Mas finjo não vê-lo.
    Caio nele de novo.
    Não posso acreditar que estou no mesmo lugar.
    Mas não é culpa minha.
    Ainda assim leva um tempão para sair.
  3. Ando pela mesma rua.
    Há um buraco fundo na calçada
    Vejo que ele ali está
    Ainda assim caio...é um hábito.
    Meus olhos se abrem
    Sei onde estou
    É minha culpa
    Saio imediatamente.
  4. Ando pela mesma rua.
    Há um buraco fundo na calçada
    Dou a volta.
  5. Ando por outra rua.



Texto: Portia Nelson, citado por Charles L. Whifield, MD., em Healing the Child within (Orlando, Flórida: Healt Comunications, 1989)

Imagem: NASA, black hole in galaxy RX J1242-11.


sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

A impermanência é plena e a morte é certa



PRIMEIRA BASE: A contemplação de que a morte é definida;
1. porque a morte definitivamente chegará e, por conseguinte não pode ser evitada;
2. porque nosso tempo de vida não pode ser ampliado e diminui incessantemente;
3. porque mesmo quando estamos vivos existe pouco tempo para praticar.
Primeira decisão: Preciso praticar

SEGUNDA BASE: A contemplação de que a hora da morte é indefinida
4. porque nosso tempo de vida neste mundo é indefinido;
5. porque as causas da morte são inúmeras e as causas da vida são poucas;
6. porque o momento da morte é incerto devido à fragilidade do corpo.
Segunda decisão: Preciso praticar agora.

TERCEIRA BASE: A contemplação de que na hora da morte a única coisa que pode ajudar é a prática
7. porque no momento da morte nossos amigos não podem nos ajudar;
8. porque no momento da morte nossa riqueza não pode nos ajudar;
9. porque no momento da morte nosso corpo não pode nos ajudar.
Terceira decisão: Praticarei o desapego com relação a todas as maravilhas desta vida.



Texto retirado do livro: Conselhos Sobre a Morte: Dalai Lama



Imagem: Guerra do Vietnã, abril de 1974. Banco de Imágenes Gratuitas

sábado, 10 de dezembro de 2011

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

sábado, 3 de dezembro de 2011

Julgar

 
 
"Antes de julgares a "minha vida" ou meu "caráter"... Calça os meus sapatos e percorre o caminho que eu percorri, vive as "minhas tristezas", as "minhas dúvidas", as "minhas alegrias" !!!
Percorre os anos que eu percorri, tropeça onde eu tropecei e levanta-te assim como eu o fiz!!!
Cada um tem a sua própria história !!!
E então, só aí poderás "julgar-me!"
 
(Mário Quintana)
Imagem: Banco de Imágenes Gratuitas

sábado, 26 de novembro de 2011

Sandokai - A Identidade do Relativo e do Absoluto






Sekito Kisen (700-790)

O espírito do grande sábio da Índia é intimamente transmitido de Oeste a Este. Entre os seres humanos existem sábios e tolos mas na Via não há patriarcas que sejam do Norte ou do Sul. A fonte subtil é clara e luminosa/brilhante, os afluentes correm através da escuridão. Apegar-se às coisas é ilusório, encontrar o absoluto não é ainda a iluminação. Todos e cada um, as esferas subjectiva e objectiva, estão relacionados e ao mesmo tempo independentes. Estão relacionados mas trabalham de modo diferente, cada um mantém o seu próprio lugar. A forma faz diferentes o carácter e a aparência, os sons distinguem o conforto e o desconforto. A obscuridade faz as palavras iguais, a luz distingue as frases boas e más. Os quatro elementos retornam à sua natureza tal como uma criança para a sua mãe. O fogo é quente, o vento move-se, a água é liquida, a terra sólida. Os olhos vêem, os ouvidos ouvem, o nariz cheira, a língua saboreia o salgado e o doce. Cada um é independente do outro como folhas nascidas da mesma raiz, causa e efeito devem regressar à grande realidade. As palavras alto e baixo são usadas de modo relativo. Na luz existe a escuridão mas não tentes compreender essa escuridão, na escuridão existe a luz mas não procures essa luz. Luz e escuridão formam um par, como o pé adiante e o pé atrás em andamento. Cada coisa tem o seu valor intrínseco e está relacionada a tudo o resto em posição e função. O relativo e o absoluto ajustam-se como uma caixa e a sua tampa. O absoluto funciona em conjunto com o relativo como duas flechas que se encontram em pleno ar. Ao ler as palavras deves perceber a grande realidade. Não julgues por quaisquer critérios. Se não vês o caminho não o vês mesmo ao andares por ele. Quando percorres a Via não estás perto nem longe. Se andas iludido estás afastado de rios e montanhas. Digo respeitosamente aos que querem a iluminação, não desperdicem o tempo de dia ou de noite.




Texto retirado de:  http://budadharma.paginas.sapo.pt/
Imagem:  Banco de Imágenes Gratuitas

sábado, 19 de novembro de 2011

Haikai






  • O tempo, como o sol,
    não tem frente nem verso
    O dia não é mais que a noite iluminada
    A noite não é mais que o dia sombreado
    Estrelas mortas iluminam o céu


    Seigen Mitih
    Texto retirado do site: http://www.sotozen.org.br/poesias.php
    Imagem: Gnome Linux

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Qualidades de um professor do Dhamma






"Não é fácil ensinar o Dhamma a outros, Ananda. O Dhamma deveria ser ensinado a outros somente quando cinco qualidades estiverem estabelecidas na pessoa que ensina. Quais cinco?
"[1] O Dhamma deve ser ensinado com o seguinte pensamento, 'Eu falarei passo a passo.'
"[2] O Dhamma deve ser ensinado com o seguinte pensamento, ‘ Eu falarei explicando a seqüência [de causa e efeito].'
"[3] O Dhamma deve ser ensinado com o seguinte pensamento, ‘ Eu falarei por compaixão.’
"[4] O Dhamma deve ser ensinado com o seguinte pensamento, "Eu falarei sem o propósito de recompensa material.’
"[5] O Dhamma deve ser ensinado com o seguinte pensamento, ‘Eu falarei sem menosprezar a mim ou aos outros.’
"Não é fácil ensinar o Dhamma a outros, Ananda. O Dhamma deve ser ensinado a outros somente quando essas cinco qualidades estiverem estabelecidas na pessoa que ensina.




Texto: Acesso ao Insight. 

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Deixe-o cair





  Um monge levou a seu mestre dois vasos de plantas.
   "Deixe-o cair", ordenou o mestre.
   O monge soltou um vaso.
   "Deixe-o cair", ordenou novamente o mestre.
   O monge soltou o outro vaso.
   "Deixe-o cair", gritou o mestre.
   "Mas não há mais nada para deixar cair", gaguejou o monge.
   "Então, leve-os daqui".




Texto retirado do livro Pocket Zen
Imagem: nature.morte.  Matisse

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Carma




   Carma é uma palavra sânscrita que significa "ação". Designa uma força ativa, significando que o resultado dos acontecimentos futuros pode ser influenciado por nossas ações. Supor que carma é uma espécie de energia independente que predestina o curso de nossa vida é incorreto.
  Quem cria o carma? Nós mesmos. O que pensamos, dizemos, fazemos, desejamos e omitimos cria o carma. Não podemos, portanto, sacudir os ombros sempre que nos defrontarmos com o sofrimento inevitável. Dizer que todo o infortúnio é carma equivale a dizer que somos totalmente impotentes diante da vida. Se isto fosse verdade não haveria motivo para qualquer esperança.

  Texto retirado do livro: Palavras de Sabedoria, Dalai Lama.

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Se eu existo, aonde estou?



 Não "Eu".
    Sempre me deparo com esta questão junto aos meus alunos, a questão da não existência de um "eu". Ao menos da forma como pensam. Um "Eu" eterno e imutável, com uma identidade definitiva e estável, de reconhecimento constante.
   Um "Eu" só existe dentro de uma certa forma cultural, fora dela seríamos outro "Eu".
   Quando vou me decompondo culturalmente vou sentindo que este eu (Paulo) é uma construção e desconstrução social constantes, ou seja inexistente. Na verdade é uma soma de causas e condições contínuas, que poderiam variar  e ainda podem. Vamos pensar assim: Caso meu nascimento tivesse ocorrido em Belize, meu mome seria Paulo, meus pais seriam  católicos, meu idioma o português seria o mesmo, teria conhecido minha atual esposa? Definitivamente não, sem dúvida seria uma outra pessoa. Só sou o que sou devido a causas e condições que me levaram até aqui.


Imagem: Kanji, pessoa- hito

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Quarta visita de Sua Santidade O Dalai Lama no Brasil

Quarta visita de Sua Santidade O Dalai Lama no Brasil - 15 a 17 Setembro de 2011




Tenzin Gyatso, monge budista, doutor em filosofia budista, agraciado com mais de 100 títulos honoris causa, Prêmio Nobel da Paz, condecorado por milhares de instituições do mundo todo, XIV Dalai Lama, há tempos deixou de ser apenas o líder espiritual do povo tibetano. Hoje é uma das personalidades mais reconhecidas e admiradas do cenário mundial, patrimônio vivo da humanidade.

Defensor incansável da não violência como compromisso ético de vida; promotor do diálogo entre as culturas e as religiões; pioneiro na aproximação entre as ciências e a espiritualidade — especialmente no campo das neurociências — Sua Santidade percorre o mundo convidando-nos a refletir sobre a necessidade de cultivar uma convivência harmônica conosco, com os outros e com o macro projeto chamado Vida.

Sua mensagem simples e sem rodeios, dirigida ao coração dos fatos, o tornaram um mentor e inspirador de milhares de iniciativas, cujo propósito é fazer da vida uma celebração, onde sabedoria e compaixão se entrelacem formando a tapeçaria de uma sociedade justa, eticamente responsável e solidária.

fonte:http://www.dalailama.org.br/dalailama/2011/

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Universo


   

 Alguns alunos me pediram uma definição para universo, pensei um pouco, como sempre cocei a cabeça e respondi.
  
    "O universo é um imenso espelho, sorria"

Imagem: Banco de Imagenes gratuitas 

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Mantra para humanidade atual




Tolerância, tolerância, tolerância, tolerância, tolerância, tolerância, tolerância, tolerância, tolerância, tolerância, tolerância, tolerância, tolerância, tolerância, tolerância, tolerância, tolerância, tolerância, tolerância, tolerância, tolerância, tolerância, tolerância, tolerância, tolerância, tolerância, tolerância, tolerância, tolerância, tolerância, tolerância, tolerância, tolerância, tolerância, tolerância, tolerância, tolerância, tolerância, tolerância, tolerância, tolerância, tolerância, tolerância, tolerância, tolerância, tolerância, tolerância, tolerância, tolerância, tolerância, tolerância, tolerância, tolerância, tolerância, tolerância, tolerância, tolerância, tolerância, tolerância, tolerância, tolerância, tolerância, tolerância, tolerância, tolerância, tolerância, tolerância, tolerância, tolerância, tolerância, tolerância, tolerância, tolerância, tolerância, tolerância, tolerância, tolerância, tolerância, tolerância, tolerância, tolerância, tolerância, tolerância, tolerância, tolerância, tolerância, tolerância, tolerância, tolerância, tolerância, tolerância, tolerância, tolerância, tolerância, tolerância, tolerância, tolerância, tolerância, tolerância, tolerância, tolerância, tolerância, tolerância, tolerância, tolerância, tolerância, tolerância, tolerância, tolerância, tolerância, tolerância, tolerância, tolerância, tolerância, tolerância, tolerância, tolerância, tolerância, tolerância, tolerância, tolerância, tolerância, tolerância,

Que todos os seres se beneficiem

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Intelectualizar menos e viver mais

   


   
   "Quando você ouve o sino, não precisa pensar a respeito, pois sabe imediatamente que é um sino. Quando ouve um corvo grasnar, não saberá por nenhum esforço ou perspicácia da consciência que é um corvo, pois sua mente fará isto para você."


Bankei


Texto retirado do livro: O Que É Zen?
Autor: Alan Watts
Imagem: Banco de Imagenes Gratuitas



quarta-feira, 27 de julho de 2011

Só meditar?





 Meditar todos os dias
 sem levar uma vida com sabedoria e compaixão 
 é o mesmo que comer sem ter boca.


   Imagem: Banco de Imagenes Gratuitas

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Acalme tua aflição

 
     Acalme tua aflição, não entre em desespero, acredite, tudo é impermanente, inclusive a aflição. Tudo neste universo muda constantemente, basta ter calma e respirar. Aquela aflição que vive no teu peito vai se dissipar, com a mesma certeza de que o amanhã virá. Respire; de repente a realidade não é tão real e nem tão desesperadora. Muitas vezes nossos olhos enxergam coisas que estão apenas em nossas mentes. Nossas mentes podem ser traiçoeiras, criando névoas. Existem névoas que não nos permitem enxergar além de nossos narizes, simplesmente sente a beira da estrada e espere esta névoa desaparecer sem esforço, sem lutas, sem desespero. Quando você perceber voltará a ter clareza, aos poucos você enxergará o caminho para recomeçar a viagem.
  Não lute contra a névoa você parecerá um tolo dando socos e giros ao vento, gastando desnecessariamente sua energia.
  O segredo é simples: sente-se, respire, espere, volte a caminhar.


Imagem: Banco de Imagenes Gratuitas

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Meu mestre afirmou





 "Na prática do Caminho, fundamental é o desapego. Não importa o volume de conhecimento que possamos ter obtido, cairemos numa profunda ilusão, a menos que estejamos soberanos e integralmente desapegados. Um velho mestre disse: 'Sem entrega ao caminho, não nos tornaremos um absoluto'. Estar livre de apego é abandonar corpo e mente, esquecer nosso próprio sofrimento.
  Quando mendigamos, receamos que outros nos julguem como ridículos ou indignos. Mas ao pensar assim, abre-se um abismo enorme entre nós e o Caminho. Pratiquemos esquecidos dos pontos de vista deste mundo ilusório, e cientes apenas do vazio. Outro equivoco mental é o apego, acreditamos em nosso status neste mundo através  dele, ou ligamos para que outros julgam correto, com seus pontos de vista morais.
  Devemos apenas praticar, abandonando o mundo."

Texto: Shobogenzo Zuimonki; Mestre Dogen.
Tradução Marcos Beltrão
Adaptação: Paulo Celso
Imagem: Banco de Imagenes Gratuitas

terça-feira, 14 de junho de 2011

Como ser um Gênio?





  "Era uma vez um gênio. Alguém lhe perguntou: " Também quero ser gênio. O que fazer para me tornar um?"  'Estude o Caminho do gênio.'
   "Logo se alguém quer ganhar o Caminho dos Budas e Patriarcas, em primeiro lugar foque e trilhe o Caminho."



Texto: Shobogenzo Zuimonki do Mestre Dogen,
Tradução: Marcos Beltrão.
Adaptação: Paulo Celso
Imagem: Banco de Imagenes Gratuitas

terça-feira, 7 de junho de 2011

Falamos para quem?



    As árvores não falam e nos dão sombra e oxigênio, os pássaros nos dão belos  cantos, mas também não falam; nunca ouvi dizer que o trigo, arroz ou feijão, discutiram algo; ou qualquer fruta filosofando, nunca ouvi. A Terra não fala, o Sol quem sabe já se lamentou por aquecer ladrões ou injustos? As estrelas encantam as noites de amantes e românticos até quem não presta mais atenção à elas.
   Enfim tudo aquilo que nos é realmente essencial não tem voz, não tagarela o dia inteiro ou mal diz a vida.  
  Os olhos falam muito mais que as bocas.
  Na verdade, sentir é melhor que falar.




Imagem: Banco de Imagenes Gratuitas; Cultura y tradiciones a través del tiempo

quarta-feira, 25 de maio de 2011

O que procuramos?


 "Dizem que o que todos procuramos é um sentido para a vida. Não penso que seja assim. Penso que o que estamos procurando é uma experiência de estar vivos, de modo que nossas experiências de vida, no plano puramente físico, tenham ressonância no interior do nosso ser e da nossa realidade mais íntimos, de modo que realmente sintamos o enlevo de estar vivos."


 Texto de Joseph Campbell 
 Imagem:  Banco de Imagenes Gratuitas 

segunda-feira, 9 de maio de 2011

A forma correta





 Um novo estudante foi procurar o mestre do mosteiro.


" Como posso absorver seus ensinamentos de forma correta?"


"Pense em mim como um sino. Dê um suave toque e eu lhe darei um pequeno tinido.
Toque-me com força e você receberá uma alta e sonora badalada."




Texto retirado do livro Pocket Zen de Bruno Pacheco
Imagem: BBC Photograph of Japanese bonshou bell copyright Getty Images.

sábado, 30 de abril de 2011

Retiro de Inverno

de 23 a 26 de junho
Durante o retiro teremos práticas de Zazen (meditação Zen), Kinhin (meditação andando), Teisho (palestra sobre o Dharma), Samu (trabalho no jardim), Yoga (asanas e pranayamas) e caminhada pela mata. A alimentação é vegetariana, saborosa e balanceada.

Programação diária
Zazen, 5 períodos de 30 min.
Yoga, 2 práticas de 1 hora
Samu, 2 práticas de 45 min.
Palestra, 1 por dia

Sobre os organizadores

Monge Enjo Stahel - monge responsável pelo Templo Taikanji, formado pela Escola Soto Zen, iniciou seus estudos em 1995 com a Monja Coen, deu continuidade à sua formação em Sojiji, mosteiro sede da instituição no Japão, e hoje facilita retiros e grupos de meditação no Templo Taikanji e em Bragança Paulista.

Dafnis Myokan C. de Proença - técnica em Nutrição e Dietética, dançarina amadora de Odissi e professora de Yoga, conduz as aulas de Hatha Yoga no Clube de Campo de Bragança e no Templo Taikanji e é responsável pelas refeições durante os retiros.


Para mais informações e dados para depósito, entre em contato através do portal www.zengarden.com.br.
 

quinta-feira, 21 de abril de 2011

A Meditação da Atenção Plena e a Estrutura do Cérebro




Somente para distribuição gratuita.
Este trabalho pode ser impresso para distribuição gratuita.
Este trabalho pode ser re-formatado e distribuído para uso em computadores e redes de computadores
contanto que nenhum custo seja cobrado pela distribuição ou uso.
De outra forma todos os direitos estão reservados. 


A prática da meditação da atenção plena, (vipassana), durante oito semanas modifica a estrutura do cérebro.
Massachusetts, EUA. A participação num programa de meditação da atenção plena com duração de oito semanas parece resultar em mudanças mensuráveis nas regiões do cérebro associadas com a memória, noção de identidade, empatia e estresse. Num estudo publicado na edição de 30 de Janeiro de 2011 na Psychiatry Research: Neuroimaging, uma equipe liderada por pesquisadores do Massachusetts General Hospital (MGH), descrevem os resultados do estudo feito, o primeiro a documentar modificações, devido à meditação, produzidas ao longo do tempo na massa cinzenta do cérebro.
"Embora a prática de meditação esteja associada com um sentimento de paz e relaxamento físico, os praticantes há muito tempo têm afirmado que a meditação também proporciona benefícios cognitivos e psicológicos que persistem ao longo do dia," diz Sara Lazar, PhD, do MGH Psychiatric Neuroimaging Research Program, a autora sênior do estudo. "Este estudo demonstra que mudanças na estrutura do cérebro podem dar suporte a algumas dessas melhorias que foram relatadas e que as pessoas não se sentem melhor simplesmente porque estão passando algum tempo relaxando."
Estudos anteriores feitos pela equipe da Dra. Lazar e outros observaram diferenças estruturais entre os cérebros de meditadores experientes e indivíduos sem histórico de meditação, verificando o espessamento do córtex cerebral nas áreas associadas com a atenção e a integração emocional. Mas essas investigações não puderam documentar que essas diferenças tenham na verdade sido produzidas pela meditação.
No presente estudo, imagens de Ressonância Magnética (RM) dos 16 participantes no estudo foram feitas duas semanas antes que eles tomassem parte durante 8 semanas no Programa para Redução de Estresse com base na Atenção Plena do Centro para Atenção Plena da Universidade de Massachusetts, (Mindfulness-Based Stress Reduction Program (MBSR) da University of Massachusetts Center for Mindfulness). Além das reuniões semanais que incluíam a prática da meditação da atenção plena - dirigir a atenção desprovida de julgamento para as sensações e estados mentais - os participantes receberam gravações de áudio para a prática guiada da meditação e foram solicitados a manter o registro de quanto tempo meditavam a cada dia. Também foram tomadas imagens de RM do cérebro de um grupo de controle de não meditadores durante o mesmo intervalo de tempo.
Os participantes no grupo dos meditadores relataram em média praticar a meditação durante 27 minutos por dia e as suas respostas a um teste sobre a atenção indicaram melhoras significativas comparadas com o resultado antes do estudo. A análise das imagens de RM, que focaram nas áreas em que diferenças associadas à meditação foram observadas em estudos anteriores, encontraram aumento na densidade da massa cinzenta no hipocampo, que é sabido ser importante para o aprendizado e memória e nas estruturas associadas com a noção de identidade, compaixão e introspecção. A redução no nível de estresse relatada pelos participantes foi correlacionada com a redução na densidade da massa cinzenta na amígdala, que é sabido desempenhar um importante papel na ansiedade e estresse. Embora nenhuma mudança tenha sido observada na estrutura associada à noção de identidade denominada insula, que havia sido identificada em estudos anteriores, os autores sugeriram que a prática da meditação por um período de tempo mais longo pode ser necessária para produzir mudanças nessa área. Nenhuma dessas alterações foi observada no grupo de controle, indicando que não foi uma mudança devido à mera passagem do tempo.
"É fascinante observar a plasticidade do cérebro e que praticando a meditação podemos desempenhar um papel ativo na transformação do cérebro e que podemos aumentar o nosso bem-estar e qualidade de vida," disse Britta Hölzel, PhD, uma das autoras do estudo e pesquisadora no MGH e na Giessen University na Alemanha. "Outros estudos em diferentes grupos de pacientes demonstraram que a meditação pode resultar em melhorias significativas numa variedade de sintomas e agora estamos investigando os mecanismos subjacentes no cérebro que facilitam essa mudança."
Amishi Jha, PhD, um cientista neurológico na Universidade de Miami que investiga os efeitos do treinamento da atenção plena em indivíduos em situações de estresse intensas, diz, "Esses resultados elucidam os mecanismos do treinamento baseado na atenção plena. Eles demonstram que não somente a experiência de estresse de uma pessoa pode ser reduzida com um programa de treinamento da atenção plena de oito semanas mas que essa mudança experimentada corresponde a mudanças estruturais na amígdala, uma descoberta que abre as portas para muitas outras oportunidades de investigação do potencial de MBSR para proteger contra distúrbios originados do estresse como por exemplo o distúrbio do estresse pós traumático (PTSD - Post-Traumatic Stress Disorder). Jha não foi um dos pesquisadores no estudo.
James Carmody, PhD, do Center for Mindfulness na University of Massachusetts Medical School, é um dos co-autores do estudo que teve o apoio do National Institutes of Health, da British Broadcasting Company, e do Mind and Life Institute.



Referência:
1. Britta K. Hölzel, James Carmody, Mark Vangel, Christina Congleton, Sita M. Yerramsetti, Tim Gard, Sara W. Lazar. Mindfulness practice leads to increases in regional brain gray matter density. Psychiatry Research: Neuroimaging, 2011; 191 (1): 36 DOI: 10.1016/j.pscychresns.2010.08.006. 
  
Texto retirado do site:http://www.acessoaoinsight.net/index.htm
 

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Quando sua alma se separa de sua cabeça



Quando sua alma se separa de sua cabeça, ou a sua cabeça é substituída pelo coração, você começa o novo conjunto de olhos e começa a ver mais a verdade, também começa a ver o universo como um lugar de grande abundância de escolha e oportunidades. Você vai ver coisas e pessoas como elas são, em sua essência ... .. cheio de amor e divindade. 


~ Satish Kaku

 Imagem: Banco de Imagens Gratuitas

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Prefiro encarar assim esta tragédia


Me parecia uma quinta feira normal, até que algumas crianças pularam o portão da escola como anjos.


Imagem: Banco de imagens gratuitas 

terça-feira, 5 de abril de 2011

O Templo do Silêncio



Shoichi era um mestre com um só olho do Zen, mestre iluminado. 
Ele ensinou aos seus discípulos no templo Tofuku. 
Shoichi resolveu que o templo permaneceria em silêncio.
Dia e noite, o templo inteiro ficou em silêncio. Não havia nenhum som. 
Mesmo a recitação de sutras foi abolida pelo professor. 
Seus alunos não tinham nada a fazer, senão meditar. 
Quando o mestre Shoichi morreu, um velho vizinho ouviu o toque dos sinos e a recitação de sutras. 
Então, ele sabia, Shoichi tinha ido.

Imagem: Sotozen-net. Templo Sojiji.

segunda-feira, 28 de março de 2011

Felicidade Existe?

    
  
Todos nós queremos a felicidade. Que beleza que é a felicidade, mas, temos a tendência de acharmos que é um premio dado aos mais dotados, aos mais aptos, seja de inteligência, beleza, força, ou quantidades. 
   Não tenho dúvidas, de que realmente este é o objetivo de nossas vidas. Assim que nos damos conta de nossa existência, saímos correndo pela vida como se fosse um grande centro de compras, e maravilhados pelo que vemos  carregamos tudo o vem pela frente. É um sentimento que vai se desenvolvendo e sendo repassado como única e imutável verdade. Ter é felicidade. Sem dúvida, e não nego isto, a tecnologia facilidade nossas vidas, encurta caminhos, enfeita, embeleza, rejuvenesce, mas não nos conforta de nada. Mesmo assim temos a certeza que quanto mais objetos carregamos mais felizes nós seremos, e o pior é a  impressão de nossa mente, é que será para sempre. 
  Nossos amigos, conhecidos, parentes, ostentando de maneira digna todos os "prêmios dados" por este sistema ilusório, como casas, piscinas, carros, fazendas e até poder. Como se fossem felizes, ou fingem felicidade.
Faz outras pessoas que não possuem tudo isto se sentirem desprestigiadas pela vida. Sem entenderem direito exatamente onde se encontra esta menina travessa chamada felicidade. O pior que a maioria dos seres humanos que não possuem os "presentes" da vida, acreditam que a felicidade está escondida em algum canto da vida, ou que foram abandonados de alguma forma pelos céus. Sem contar na ideia de punição, merecimento e assim vai. Fazem suas escolhas baseados no externo.
   A felicidade está dentro de nós. Quando eliminamos todos os medos, inclusive da morte, nos sentimos mais próximos da verdadeira felicidade.  Vocês já imaginaram, o que é não sentir medo nesta vida. Simplesmente não ter medo. Pensaram? 
   O remédio é quebrar com todas as ilusões que a mente cria. Encarar a vida simplesmente como ela é, sem julgamentos ou repulsa.
   Medite, vá fundo, mais fundo ainda....
   A gente volta a falar sobre este assunto. 
    Agora vou fazer um Zazen. 

Felicidades 


Imagem: Banco de Imagens Gratuitas 

quinta-feira, 24 de março de 2011

Hai-Kai


Rosa suntuosa e simples

como podes estar tão vestida
e ao mesmo tempo inteiramente nua?

Mario Quintana

Imagem: Banco de Imagens Gratuitas

sexta-feira, 18 de março de 2011

Opa

  Invariavelmente me pego pensando. Opa, volto a meditar..., volto a pensar novamente.
  Eita coisa difícil essa coisa de meditar

terça-feira, 15 de março de 2011

Revolução da Alma

  O texto é batido, mas gosto dele.
"Ninguém é dono de sua felicidade, por isso: não entregue sua alegria, sua paz e sua vida nas mãos de ninguém, absolutamente ninguém!
Somos livres, não pertencemos a ninguém e não podemos querer ser donos dos desejos, das vontades ou dos sonhos de quem quer que seja.
A razão da sua vida é você mesmo.
A sua paz interior é a sua meta de vida.
Quando sentir um vazio na alma, quando acreditar que ainda está faltando algo, mesmo tendo tudo, remeta seu pensamento para os seus desejos mais íntimos e busque a divindade que existe em você.”
 - Será que ele já fazia Zazen?
Aristóteles: 360AC

sexta-feira, 11 de março de 2011

Solidariedade ao povo do Japão

  Minha solidariedade ao povo japonês neste momento triste.  Todos que estejam sofrendo se sintam abraçados.

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Para ser Budista


   "Ninguém precisa abandonar a sua vida, raspar a cabeça, vestir um manto amarelo e sair por aí recitando sutras. Não é preciso abandonar a família, parar de trabalhar ou ir para uma cabana na selva ou na montanha. É preciso apenas perceber que as coisas são passageiras e que tudo o que se pode obter nesta vida também se pode perder. 
Não se pode agarrar nas coisas ou nas pessoas, pois elas são impermanentes, e o apego a elas é uma fonte constante de dor.
  Siddharta Gautama, o Buda histórico, não pediu a ninguém que acreditasse no que ele dizia, apenas que meditasse e visse com os olhos da mente pura o desenrolar  da vida. Seus ensinamentos são simples, diretos e vão ao âmago da condição humana. Talvez por isto sejam tão difíceis de serem praticadas."


Texto do livro: Buda O Mito e a Realidade
Autor: Heródoto Barbeiro
  Imagem: http://www.dharmanet.com.br/multimidia/estatuas.php

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

FUKANZAZENGI; Regras Universais do Zazen

Regras universais do Zazen



(FUKANZAZENGI)


(Manual de meditação do mestre Eihei Dogen - Japão, 1200 - 1253 dC)

Agora, quando procuramos a fonte do Caminho, descobrimos que é universal e absoluta. Torna-se desnecessário distinguir entre prática e iluminação. O ensinamento supremo é livre, então por que deveríamos estudar os meios de atingi-lo? Sem dúvida, o Caminho está bem longe da delusão. Por que, então, preocupar-se com os meios de eliminá-la?
O Caminho está completamente presente onde você está, então qual a necessidade de prática e de iluminação? Contudo, se no início houver a menor diferença entre você e o Caminho, o resultado será uma separação maior do que aquela entre o céu e a terra.
Se surgir o menor pensamento dualista, você perderá sua mente-Buda. Por exemplo, algumas pessoas se orgulham de sua compreensão, e acreditam que estão ricamente dotadas com a sabedoria de Buda. Crêem que já alcançaram o Caminho, iluminaram suas mentes e conquistaram o poder de tocar os céus. Imaginam que estão andando no reino da iluminação. Mas o fato é que quase perderam o Caminho absoluto, que está além da própria iluminação.
Ainda se vêem as marcas daquele que por seis anos sentou-se erecto e se ouvem os ecos do Monte Shaolim onde por nove anos sentou-se de face para a parede aquele que transmitiu o selo da mente. Já que estes antigos sábios eram tão diligentes, como podem os praticantes dos dias atuais deixar de praticar zazen? Devemos parar de correr atrás de palavras e de letras e aprendermos a nos retirar e refletir sobre nós mesmos. Quando assim fazemos, nosso corpo e mente são naturalmente transcendidos, e nossa natureza-Buda original se manifesta. Se almejarmos realizar a sabedoria de Buda, devemos começar a praticar imediatamente.
Para fazer zazen, é desejável um local tranqüilo. Devemos ser moderados no comer e no beber, abandonando todo relacionamento deludido. Deixando tudo de lado, não pensemos nem no bem, nem no mal, nem no certo, nem no errado. Assim, tendo cessado a agitação da mente, abandonamos até mesmo a idéia de nos tornar Buda. Isto é verdadeiro não só para o zazen, mas para todas as nossas ações cotidianas, sem apego ao sentar ou ao deitar.
Geralmente, colocamos um acolchoado quadrado no chão, onde vamos sentar, e sobre ele uma almofada redonda. Podemos sentar na posição de lótus ou na de meio lótus. Na primeira, colocamos o pé direito sobre a coxa esquerda, e em seguida o pé esquerdo sobre a coxa direita. Na segunda, apenas colocamos o pé esquerdo sobre a coxa direita. As roupas devem ser folgadas, mas bem arrumadas. Em seguida, colocamos o dorso da mão direita sobre o pé esquerdo e o dorso da mão esquerda sobre a palma direita, com as pontas dos polegares se tocando levemente. Devemos nos sentar perfeitamente eretos, nem inclinados à direita, nem à esquerda, nem para frente, nem para trás. As orelhas devem estar alinhadas com os ombros e o nariz alinhado com o umbigo. A ponta da língua deve ser colocada no palato, os lábios e dentes devem ficar fechados. Mantendo os olhos entreabertos, respiramos suavemente pelas narinas. Finalmente, tendo regulado o corpo e a mente fazemos uma respiração profunda, movendo nosso corpo para a esquerda e para a direita e então, devemos ficar imóveis, sentados tão firmes quanto uma rocha. Existe o pensar, existe o não pensar e existe o inconcebível. Esta é a verdadeira base do zazen.
Zazen não é meditação passo a passo. É o portal do Darma da agradável tranqüilidade, é a prática e a realização da Iluminação, é tornar-se o "koan". A verdade aparece, não mais havendo delusão. Se compreendermos isto, estaremos completamente livres, como um dragão na água, ou um tigre recostado na montanha. O Darma Correto surge naturalmente e ficamos completamente livres de todo cansaço e confusão.
Ao terminarmos o zazen, devemos mover o corpo devagar e nos levantar com calma. Não devemos nos mover bruscamente.
Pela virtude do zazen, é possível transcender a diferença entre o comum e o sagrado e obter a capacidade de morrer sentado ou de pé. Além do mais, é impossível para nossa mente discriminatória compreender como os Budas e Ancestrais do Darma comunicaram a essência do Zen a seus discípulos, com o levantar de um dedo, com uma vara, jogando uma agulha ou batendo com o martelo de madeira; ou como eles transmitiram a iluminação com o levantar de um hossu, de um punho, de um bastão ou com um grito.
Tampouco, este assunto pode ser compreendido através de poderes sobrenaturais ou de uma visão dualista de prática e iluminação. Zazen é a prática além dos mundos subjetivos e objetivos, além do pensamento discriminatório. Assim, nenhuma discriminação deverá ser feita entre o inteligente e o não-inteligente. Praticar o Caminho com todo o respeito é, em si mesmo, iluminação. Não existe separação entre a prática e a iluminação, ou entre o zazen e a vida cotidiana.
Os Budas e Ancestrais do Darma, tanto neste país, quanto na Índia e na China, todos preservaram cuidadosamente a mente-Buda e incentivaram assiduamente o treinamento Zen. Devemos, pois, nos dedicar exclusivamente, e sermos completamente absorvidos pela prática do zazen. Apesar da divulgação de inúmeras maneiras de se compreender o Budismo, devemos praticar somente o zazen. Não há motivo para abandonarmos nosso assento de meditação e fazermos viagens inúteis a outros países. Se nosso primeiro passo for errado, inevitavelmente tropeçaremos.
Já tivemos a boa fortuna de nascer com um corpo precioso, então, não devemos desperdiçar nosso tempo à toa. Agora que sabemos qual é a coisa mais importante no Budismo, como podemos ficar satisfeitos com o mundo transitório? Nossos corpos são como o orvalho sobre a relva, e nossas vidas como o clarão de um raio, que desaparece num instante.
Sinceros praticantes Zen, não se espantem com o Verdadeiro Dragão, nem gastem muito tempo inutilmente apalpando apenas uma pequena parte do elefante. Dediquem seus esforços ao caminho que leva diretamente à natureza-Buda. Respeitem aqueles que alcançaram o conhecimento completo, que estão sem intenção de intenção.
Tornem-se um com a sabedoria dos Budas e assim, sucessores legítimos da iluminação dos Ancestrais. Praticando desta maneira, certamente serão capazes de compreender tudo isto. Então, a casa do tesouro naturalmente se abrirá e vocês poderão se servir à vontade.

Tradução: Monja Coen, www.monjacoen.com.br

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Bodhidharma e o imperador

    
Assim que Bodhidharma* introduziu o Zen na China, ele foi levado à presença do imperador Wu, um devoto do Budismo, que estava interessado em discutir os princípios do Zen.
   "Nós construímos templos, copiamos os sutras sagrados, ordenamos monges e monjas. Qual o mérito pela nossa conduta?", perguntou o imperador.
   "Nenhum mérito", disse o mestre.
    O imperador chocado e ofendido, pensou que tal resposta estava subvertendo todo o dogma budista.
    "Então qual é o Santo Dharma?**
    "Um vasto vazio, sem nada dentro dele", afirmou Bodhidharma, para surpresa do imperador. Este ficou furioso e levantou-se para fazer uma última pergunta.
    "Quem és, então para ficares diante de mim como se fosse um sábio?"
    "Eu não sei majestade", respondeu o mestre.



   *Bodhidharma: vigésimo oitavo discípulo de Buda, ele introduziu o Zen na China no século V.
   **Santo Dharma é o Primeiro Princípio do Budismo.

 Texto do livro: Pocket Zen de Bruno Pacheco

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

OS TRÊS SELOS

1. DUKKHA
A vida é insatisfatória. O prazer no mundo físico é passageiro. Disso inevitavelmente vem a dor. Portanto, nada que possamos experimentar é totalmente satisfatório. Não há local de descanso em meio à mudança constante.

2. ANICCA
Nada é permanente. Toda experiência é varrida pelo fluxo das coisas. O ciclo da causa e efeito é infinito e confuso. Portanto, não é possível alcançar clareza ou a permanência.

3. ANATTA
O eu separado e distinto é inconsistente e, em última análise, irreal. Usamos palavras como alma e personalidade para designar algo que é transitório e efêmero. Nossas tentativas de chegar ao eu real nunca chegam ao fim, mas também nunca dão certo. Portanto, em busca de segurança, apegamo-nos a uma ilusão.



Texto do livro, Buda A história de um iluminado
Autor: Deepak Chopra

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

O Templo Taikanji convida

O Templo Taikanji convida todos para participar dos nossos próximos encontros:

Mini Sesshin

de 12 a 13 de fevereiro de 2011

Em homenagem à data do Parinirvana de Buda Shakyamuni convidamos todos a participar conosco de um fim de semana com práticas de Zazen (meditação Zen), Kinhin (meditação andando) e Samu (trabalho comunitário) no Templo Taikanji.

Período: de sábado (12/02) a partir das 10h a domingo (13/02) às 17h.

O que levar: roupas de cama, calçado para usar dentro da casa comunitária, lanterna, guarda-chuva e roupas confortáveis.

Doação sugerida: R$50,00 por dia (refeições e acomodação inclusas).

Para mais informações e dados para depósito, entre em contato respondendo este e-mail ou pelos telefones (11) 9555-2378 e (11) 2473-0912.

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Zen e Yoga Retiro de Carnaval

de 05 a 08 de março de 2011

Com início no dia 05/02 (sexta) às 10h00, teremos práticas de Zazen (meditação Zen), Kinhin (meditação andando), Samu (trabalho comunitário) e Yoga (asanas e pranayamas), acompanhados de alimentação vegetariana balanceada, no belo Taikanji, Templo Zen Budista da Grande Compaixão, um santuário situado em meio à Serra da Mantiqueira, em Pedra Bela, SP. Confira também a Agenda no portal www.zengarden.com.br.


Programação diária:

Zazen, 5 períodos de 30 min.

Yoga, 2 práticas de 1h15

Samu, 2 práticas de 45 min.

Budismo, 1 palestra

Inscrições mediante depósito

O valor para os quatro dias, que inclui a estadia e todas as refeições, é de R$370,00.

O valor com desconto para inscrições realizadas até o dia 15/02/2011 (terça-feira) é de R$345,00.

Para mais informações e dados para depósito, entre em contato respondendo este e-mail ou pelos telefones (11) 9555-2378 e (11) 2473-0912.

Hatha Yoga
Samu
Alimentação
Templo

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Você está pronto para ser trucidado?


Durante as guerras civis na China feudal, todos os habitantes de uma cidade fugiram apavorados ao saberem que um exército invasor estava se aproximando para saquear e tomar o poder. O general daquele exército era conhecido por sua crueldade.
Quando chegaram à vila, os batedores disseram ao general que todo0s tinham fugido, exceto um mestre Zen que ainda se encontrava no templo. O general foi até lá, curioso em conhecer o tal homem.
Ao chegar, não foi recebido com a normal submissão e terror com que estava acostumado a ser tratado por todos. Isso levou o general à fúria.
"Seu tolo, não percebe que você está diante de um homem que pode trucidá-lo num piscar de olhos?" , gritou o general.
"E você percebe que está diante de um homem que pode ser trucidado num piscar de olhos?", perguntou o mestre.


Texto retirado do livro: Pocket Zen, do Autor Bruno Pacheco

Imagem: Banco de imagens gratuitas, Game 2

sábado, 29 de janeiro de 2011

Celebrações das contradições


"Como trágica ladainha a memória boba se repete. A memória viva, porém, nasce a cada dia, porque ela vem do que foi e é contra o que foi. Aufheben era o verbo que Hegel preferia, entre todos os verbos do idioma alemão.
Aufheben significa ao mesmo tempo, conservar e anular; e assim presta homenagem à história humana, que morrendo nasce e rompendo cria."

Este texto é muito Zen.

Texto retirado: Do Livro dos Abraços, do autor Eduardo Galeano

Imagem: Banco de imagenes Gratuitas;

Selecciones especiales del Banco de Imágenes XXXV

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Um Buda para o pai ( uma pequena interferência nesse Blog)


Um Buda para o pai
( uma pequena interferência nesse Blog)

A fé quando sincera e serena é realmente contagiante. A roda do dharma gira e tudo parece contribuir para que o ser encontre o seu objetivo e contemple a sua experiência. Assim foi com o nosso Paulo, assim foi com o pai - como diria sua filha Paula atenta aos seus anseios.
Quando o pai estava iniciando suas descobertas no budismo ,eu e a Paula estávamos preocupadas em encontrar uma representação do Buda histórico para satisfazer um desejo dele de ter um canto para suas práticas . E nesta cidade como na região foi um anda daqui e um anda dali para achar algo que considerássemos adequado para o pai. E todos os dias onde quer que fôssemos procurávamos algo para agradar aquele homem que ,sem perceber, nos contagiou com a sua prática a ponto de nas pequenas atitudes estarmos voltadas para ela. A Paula sempre dizia; achou um Buda para o pai? - quase sem saber quantas representações poderiam existir e sem entender todo o contexto , mas feliz na devoção a fé do pai. E a cada busca , um amigo, um vizinho , o cunhado, alguém dava informações sobre uma imagem que achava.
A busca do nosso Paulo nesses anos todos foi tão incansável, que ele estudou horas o mais que pode, procurou o mais que pode, encontrou pessoas, conversou, trocou experiências, se aventurou , suspirou, admirou , contemplou, errou, acertou e encontrou. Encontrou pessoas maravilhosas que o ajudaram na prática como a monja Coen e o querido Monge Enjo, mesmo longe, mas tão perto. Do senhor que fabrica o zafu, e de todos os outros grupos solitários como ele. E assim a jornada continuava - Paula ! Viu um Buda para o pai? E o homem perseverou em encontrar os ensinamentos e praticar e viu o Zen e sentiu o Zen e se confortou no Zen. E nós o acompanhamos e o incentivamos para os retiros , para os encontros e procurávamos mais que uma representação de Buda para ele, respirávamos junto com ele o ar do budismo e fazíamos de tudo como fazemos agora para que ele pudesse praticar.
Esse Paulo ainda solitário , que não tem uma shanga, que ainda não tem os seus votos de botsatva, mas que tem todas as shangas do mundo e o seu voto apenas com o budismo, com os ensinamentos e que sempre procura uma palavra do caminho para despertar alguém. E dessa forma caminhando achamos um Buda para o pai, ou Buda o achou . Indicamos a loja , ele entrou , se olharam e ele disse - É esse! - simples assim, pequeno, representativo, bonito como a mente zen , como a sua fé que nos inspirou.
Que a inspiração chegue a todos os seres, praticantes ou não , a inspiração calma e tranquila da vontade que elimina as diferenças ,como chegou para o pai da Paula e para mim , sua esposa ; a inspiração da alegria de servir aos propósitos de um devoto sincero pelo simples prazer de ver sua fé suspirar e se expandir no caminho do bem.
Beijos pai! Que a iluminação te alcance! Que Buda sempre te inspire!

Da sua Anne e da filha Paula