sábado, 19 de dezembro de 2015

Cadáver Sobre Cadáver

Morre quem mereceu
E quem não merecia
Morre quem viveu bem
E quem mal sobrevivia
Morre o homem sadio
E o que fumava e bebia
Morre o crente e o ateu
Um do outro companhia

Morre quem mereceu
E quem não merecia
Morre quem viveu bem
E quem mal sobrevivia
Morre o homem sadio
E o que fumava e bebia
Morre o crente e o ateu
Um do outro companhia

Cadáver sobre cadáver
Cadáver sobre cadáver
Quem vive sobrevive
Quem vive sobrevive
Quem vive sobre

Cadáver sobre cadáver
Cadáver sobre cadáver
Quem vive sobrevive
Quem vive sobrevive
Quem vive sobre

No meio do tiroteio
No seio da calmaria
Morrem na guerra ou na paz
De fome ou de anorexia
Morrem os outros ou os seus
A foice não se sacia
Morre o homem, morre Deus
O luto não alivia

No meio do tiroteio
No seio da calmaria
Morrem na guerra ou na paz
De fome ou de anorexia
Morrem os outros ou os seus
A foice não se sacia
Morre o homem, morre Deus
O luto não alivia

Cadáver sobre cadáver
Cadáver sobre cadáver
Quem vive sobrevive
Quem vive sobrevive
Quem vive sobre

Cadáver sobre cadáver
Cadáver sobre cadáver
Quem vive sobrevive
Quem vive sobrevive
Quem vive sobre

Morre quem mereceu
E quem não merecia
Morre quem viveu bem
E quem mal sobrevivia
Morre o homem sadio
E o que fumava e bebia
Morre o crente e o ateu
Um do outro companhia

No meio do tiroteio
No seio da calmaria
Morrem na guerra ou na paz
De fome ou de anorexia
Morrem os outros ou os seus
A foice não se sacia
Morre o homem, morre Deus
O luto não alivia

Cadáver sobre cadáver
Cadáver sobre cadáver
Quem vive sobrevive
Quem vive sobrevive
Quem vive sobre

Cadáver sobre cadáver
Cadáver sobre cadáver
Quem vive sobrevive
Quem vive sobrevive
Quem vive sobre

Compositor: (Paulo Miklos / Arnaldo Antunes)


Link: http://www.vagalume.com.br/titas/cadaver-sobre-cadaver.html#ixzz3un3SW6LJ

sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

Carta a um discípulo prestes a morrer




Carta a um discípulo prestes a morrer

A essência da tua mente não nasceu, por isso nunca morrerá. Não é uma existência, o que é destrutível. Não é um nada, que é o mero vácuo. Não tem cor nem forma. Não sente prazer nem sofre dores.
Sei que estás doente. Como um bom estudante Zen, enfrentas essa doença com aprumo. Podes não saber quem exactamente está a sofrer, mas pergunta-te a ti mesmo: Qual é a essência desta mente? Pensa unicamente nisto. Não necessitas de mais nada. Não ambiciones nada. O teu fim que não tem fim é como um floco de neve a dissolver-se no ar puro.

Bassui


De "Zen Bones, Zen Flesh: A Collection of Zen and Pre-Zen Writings"

Traduções portuguesas de Margarida Cardoso

terça-feira, 4 de novembro de 2014

ATENÇÃO PLENA, MAIS UMA VEZ







Sinto que precisamos voltar ao assunto ATENÇÃO PLENA . A vida cotidiana muitas vezes nos impede de analisarmos os movimentos que fazemos. Nossas ações automáticas diárias devem ser revistas e assistidas pela nossa mente, como espectadores de nós mesmos, observando as máscaras que vestimos e por vezes deixamos de tirar por comodismo ou medo. Fazemos da máscara o rosto principal, trazemos tão grudadas em nosso corpo, em nosso espírito que acabamos por confundir quem está agindo. Quais máscaras estamos usando? E apenas observar é só o começo. Temos a obrigação de sentir quais motivos nos levam a tomar decisões e ações.
O que faz as nossas ações se diferenciarem das ações comuns é a atenção sobre elas. O Zazen é uma ferramenta poderosa desta tomada de consciência mas não é a única.
Um abraço, um aperto de mão, um sorriso, uma gargalhada. Afinal qual intenção com nossas atitudes, desde a mais trivial até as mais complexas, aquelas que não aparecem mas são as maiores destruidoras do desenvolvimento espiritual.



Hosai.

Imagem:  http://www.bancodeimagenesgratis.com/

domingo, 4 de maio de 2014

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

impermanência



 Cráneos


 Buda chamava a atenção de seus monges para cinco situações que não podem ser obtidas por um contemplativo ou por qualquer pessoa no mundo. Situações essas que envenenam nossa mente, dilacerando e definhando nossas vidas.
Prestem atenção:

" ...aquilo que está sujeito a velhice... envelhece,
  ... aquilo que está sujeito à doença ... adoece,
  ...aquilo que está sujeito à morte ... morre,
  ...aquilo que está sujeito à destruição ... é destruído,
  ... aquilo que está sujeito à perda... é perdido"

Tudo é impermanente.

Imagem: Banco de Imagines Gratis

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Quando o sansara se rompe.

                                  


 Ojos


                           Quando o sansara se rompe.


Quando se esgota o ciclo incessante de renascimento e morte,
quando não se tem mais medo,
quando não se tem apego,
ódio
aversão...
quando não se perde nada...
Vazio.

Anne

Imagens: www,imagenesgratis.com

sábado, 2 de novembro de 2013

Postura

                                                           
                         

 http://1.bp.blogspot.com/-B7PxXKdmIu8/UnG4MWYGsnI/AAAAAAAB8Uo/NV20LXFWhjY/s1600/las-mejores-im%C3%A1genes-del-mundo-flores-animales-paisajes-perros-lagos-cascadas-y-pajarillos+(13).jpg
                                       

(...) Não existimos por nenhuma outra razão senão a de sermos nós mesmos.(...) Usualmente, sem que tenhamos consciência  disso, tentamos mudar as coisas em vez de mudar a nós mesmos; tentamos arrumar as coisas que estão fora de nós. Mas é impossível ordenar as coisas se você mesmo não está em ordem. Quando você faz as coisas de forma certa, no momento oportuno, tudo o mais se organiza. Você é o chefe. Quando o chefe está dormindo, todos dormem.Quando ele faz algo bem feito , todos os demais fazem igualmente bem e no tempo certo. Esse é o segredo do budismo.Portanto, procure manter a postura correta, não apenas quando pratica zazen mas em todas as suas atividades.(...)

SUZUKI; Shunryu - Mente zen, mente de principiante, Palas Athena, 2002

Imagem: banco de imágenes gratis

terça-feira, 22 de outubro de 2013

O vento e a flauta





Certa tarde de outono o Mestre Ikyyû vagueava pelos campos, levando consigo uma flauta de bambu. Um eremita, ao vê-lo, perguntou-lhe:
Quem és tu?
Sou um peregrino que segue para onde sopra o vento.
Tencionando pôlo-lo em apuros, o eremita perguntou:
E quando o vento não sopra?
Então sopro eu, respondeu Ikyyû começando a soprar sua flauta. 


Texto: Textos Budistas e Zen-buditas de Ricardo M. Gonçalves

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Qual é o caminho?




Quando compreendemos o caminho de Buda o corpo e a mente são abandonados e é neste exato instante que descobrimos o corpo e a mente.
Cada passo, cada olhar, cada respiração é o caminho. Não existe o eu ou o caminho, tudo faz parte do momento presente. Quando olhar uma árvore, veja a árvore, quando olhar a lua não vá até a estrela. Quem olha um falcão e vê um predador na verdade não viu um falcão. O instante é agora, não há antes nem depois.

Imagem:  Banco de Imágenes Gratis .COM


sexta-feira, 19 de julho de 2013

Brincando de vazio


       O que é música? 
                                                 
                                                             Ar no ouvído.

terça-feira, 9 de julho de 2013

NAGARJUNA


 http://viewonbuddhism.org/images/nagarjuna.gif


"A pessoa alcança a libertação final quando as ações e degenerações mentais estão aniquiladas"
 
(MMK, XVIII, 5ª)

"Dependente da ação surge o ator
 Dependente do ator surge a ação"


(MMK, VIII, 12)

IMAGEM:   http://viewonbuddhism.org/images/nagarjuna.gif

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Apenas sentar esta ok



[...] alguma coisa ou alguém pode nos machucar? Vamos pegar alguns desastres de verdade. Suponha que perdi meu emprego e estou seriamente doente. Suponha que todos meus amigos me deixaram. Suponha que um terremoto destruiu minha casa. Posso ser machucada por tudo isso? Claro que penso que sim. E seria terrível que tais coisas acontecessem. Mas podemos ser realmente machucados por tais eventos? A prática nos ajuda a ver que a resposta é não.
Não que o ponto da prática seja evitar sentir-se machucado. O que dizemos que nos “machuca” ainda acontece: posso perder meu emprego; um terremoto pode destruir minha casa. Mas a prática me ajuda a lidar com as crises, a passar por isso sem dificuldades. Enquanto estivermos imersos em nosso machucado, seremos um saco de aflição de pouca utilidade para qualquer um. Se não estivermos embrulhados em nosso melodrama de dor, por outro lado, mesmo durante uma crise, podemos ser úteis.
Então o que acontece quando realmente praticamos? Por que o sentimento de que a vida pode nos machucar começa a enfraquecer com o tempo? O que se passa?
Apenas um eu voltado para si mesmo, um eu apegado a mente e corpo, pode ser machucado. Esse eu na verdade é um conceito formado por pensamentos em que acreditamos; por exemplo, “se eu não conseguir isso, serei miserável”, ou “se isso não funcionar comigo, será horrível”, ou “se eu não tiver uma casa para morar, isso é realmente terrível”.
O que chamamos de eu nada mais é que uma série de pensamentos aos quais estamos apegados. Quando estamos absorvidos em nossos pequenos eus, a realidade — a energia básica do universo — praticamente nem é percebida.
Suponha que eu sinta que não tenho amigos, e que sou muito solitária. O que acontece quando sento e medito com isso? Começo a ver que meus sentimentos de solidão na verdade são apenas pensamentos. De fato, estou simplesmente sentada aqui. Talvez esteja sentada sozinha em minha sala, sem alguém com quem combinei um encontro. Ninguém me ligou e sinto-me solitária.
Na verdade, contudo, estou apenas sentada. A solidão e a angústia são simplesmente meus pensamentos, meus julgamentos de que as coisas deveriam ser diferentes do que são. Não enxerguei através deles; não reconheci que minha angústia é fabricada por mim. A verdade factual é que estou simplesmente sentada em minha sala.
Leva algum tempo antes de vermos que apenas sentar lá está OK, está tudo bem. Apego-me ao pensamento de que se não tiver uma companhia prazerosa que me apóie, sou miserável.
“Nothing Special”, loc. 1096
 Charlotte Joko Beck (EUA, 1917 ~ 2011)
Fonte:  http://darma.info/trechos/2013/04/apenas-sentar-esta-ok/
Imagem:  http://global.sotozen-net.or.jp/por/practice/zazen/howto/images/htdzazen01.jpg

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

A mente, mente....?



http://1.bp.blogspot.com/-RwYHXyXbxrA/UK7JjFdgjHI/AAAAAAABSfU/M05ZRb54boA/s1600/Snowy%2Bdawn%2Blandscape%2Bnear%2BHokkaido%252C%2BJapan.jpg
  

Subindo ofegante e vagarosamente a montanha com a neve até os joelhos, ouço e sinto como uma navalha o cortante vento frio na minha pele......
   Opa; nunca subi montanha gelada. Poesia ou mentira? 
Esta mente.....



 

domingo, 20 de janeiro de 2013

Aperfeiçoamento Pessoal




 Uma jovem praticante de meditação procurou uma mestra Zen a quem considerava muito sábia.
  
  "Que tipo de pessoa necessita de aperfeiçoamento pessoal", perguntou a praticante.

   "Pessoas como eu", respondeu a mestra.

A jovem ficou surpresa com a resposta.

   "Uma mestra como a senhora precisa de aperfeiçoamento?"

   "O aperfeiçoamento nada mais é do que vestir-se e alimentar-se", disse a mestra.

   "Mas todo mundo faz isso. Imaginava que o aperfeiçoamento fosse algo mais profundo para uma mestra", disse a jovem.

   " O que você acha que eu faço todos os dias? A cada dia faço com atenção plena os atos comuns do cotidiano. Nada é mais profundo do que isto", respondeu a mestra.



Texto: Pocket Zen, Bruno Pacheco
Imagem: http://www.bancodeimagenesgratis.com/
Adaptação: Paulo celso

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Feliz 2013 Ano Buda 2579



QUE NO ANO DE 2013  OS HOMENS SE SINTAM ENCORAJADOS A CONSTRUIR MAIS PONTES DO QUE MUROS SEPARANDO OS SERES.
 (ANO BUDA2579)




Imagem: http://www.bancodeimagenesgratis.com/

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Já se avaliou hoje?






  A maioria de nós fazemos de nosso dia-dia uma rotina, robótica e óbvia. Não analisamos com clareza os efeitos de nossa mente e ações. Por vezes convictos de que estamos no caminho correto para nossos sustentos e de nossa família. As percepções sobre nossas emoções ficam relegadas para um plano inferior muitas vezes só sentimos as emoções mais grosseiras, aquelas que sentimos na pele no rosto, como raiva, ódio, e ate mesmo luxúria, direcionando nossas ações automaticamente sem reflexão, de forma impulsiva sem medir consequências.
   Aqui indico um pequeno exercício que pode ajudar a diminuir estas ações “automáticas” : antes de nos levantar para nossas vidas diárias tentamos sentir como anda nossas emoções, nossos desejos, nossas angústias e principalmente nossos sentimentos por todos. Não é um ato demorado, uns dois ou três minutos são suficientes. Não é planejar o que fazer durante o dia é simplesmente olhar para sua mente e suas emoções, observar como esta sua mente, alegre, triste, agitada. Sem deixar a perspectiva das Quatro Nobres Verdades. Verdade do sofrimento, da origem do sofrimento, cessação do sofrimento e o caminho que realiza estas cessações.
   Com este pequeno execício diário você poderá perceber a compaixão que carrega sem nunca ter percebido.
   Lembre-se este é apenas um pequeno exercício, não substitui nosso Zazen de todo dia.

domingo, 16 de dezembro de 2012

Sabedoria






"...Na hora do seu nascimento, a sabedoria não existia.
Na hora da sua morte, ela não desaparecerá. Do ponto de vista do estado búddhico, ela não aumenta. Do ponto de vista dos sentidos, não diminui."

      Koun Ejo
      Fonte: Sangha Margha
      Imagem:  Banco de Imagenes Gratis .Com

terça-feira, 20 de novembro de 2012

O que significa experimentar minha própria indelicadeza?


 




"...O que significa experimentar minha própria indelicadeza? Primeiro, uma observação impessoal e sem julgamentos de meus pensamentos indelicados é necessária - sem nenhuma análise, apenas atenção pura. Segundo, devo experimentar diretamente a tensão corporal que é o espelho exato de meu pensamento separador, meu medo. Neste experimentar, neste samadhi de não-pensamento, eu sou os outros e a gentileza é a minha verdadeira natureza. Mais e mais eu vejo meus próprios pensamentos indelicados como o sonho que são (e vejo também que meus ideais são os filhos deste sonho).

Nesta prática ou zazen, nossa experiência do que nossa vida é devagar clareia, e mais e mais sua expressão natural é a gentileza e a compaixão.

Fácil? Nem um pouco. Achamos difícil de fato nos afastar de nosso falso desejo por um ideal (sempre envolvendo julgamento sobre nós e os outros) e praticar com a experiência direta de nossa vida neste exato momento. Mas em nome de nossos votos de fidelidade a toda a vida, apenas fazemos, pacientemente e com determinação."

Monja Charlotte Joko Beck

Texto completo: Ideais, http://www.budismosimples.kit.net/textos/ideais.htm


Imagem:  http://www.bancodeimagenesgratis.com/search/label/Beb%C3%A9s

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Vida



Imagem

  "Nossa vida é um brilho que vem e se vai,
      Como a primavera oferece flores a desvanecer-se na queda sobre a terra, florescer e cair. Ó amigos, não tenham medo.
      Nós somos apenas uma gota de orvalho sobre a grama da manhã! "
                          
                                             Van-Hanh



domingo, 28 de outubro de 2012

Oração da Paz







Ó mestre, fazei-me instrumento de vossa paz.
Onde houver ódio, que eu leve o amor;
Onde houver ofensa, que eu leve o perdão;
Onde houver discórdia, que eu leve a união;
Onde houver dúvida, que eu leve a fé;
Onde houver erro, que eu leve a verdade;
Onde houver desespero, que eu leve a esperança;
Onde houver tristeza, que eu leve a alegria;
Onde houver trevas, que eu leve a luz.
Ó Mestre, Fazei que eu procure mais
Consolar, que ser consolado;
compreender, que ser compreendido;
amar, que ser amado.
Pois, é dando que se recebe,
é perdoando que se é perdoado,
e é morrendo que se vive para a vida eterna.

Texto: Apesar deste texto ser atribuído a São Francisco de Assis ele é considerado anônimo. Surgiu no começo do século XX em 1912.
    Para mim não diminui a profundidade desta obra, nem mesmo a atualidade.

Imagem: Banco de Imagenes Gratis .Com

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Nada existe?

  

http://4.bp.blogspot.com/-I4JkKFHGlmA/UE1fprZmdKI/AAAAAAABHEE/sIH7r_7tWXo/s1600/mariposa-butterfly-insectos.jpg

    Yamaoka Teshu quando era um jovem estudante Zen, Passou por vários mestres, até que encontrou Dokuon.
     Na sua primeira entrevista com o novo mestre, resolveu mostrar o quanto já sabia.
    "A mente, Buda, e todos os seres não existem. A verdadeira natureza dos fenômenos  é vazia. Não há realização, nenhum sábio, nenhuma mediocridade. Não Há o que dar e tão pouco o que receber."
    Dokuon que estava fumando pacientemente, não disse nada. Simplesmente, acertou Yamaoka na cabeça com seu longo cachimbo de bambu. O jovem ficou irritadíssimo, gritando xingamentos.
    "Se nada existe de onde veio toda essa sua raiva? , perguntou o mestre."   

Texto do livro: Pocket Zen de Bruno Pacheco
Imagem: Banco de Imagenes Gratis .Com

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Mestre Hobsbaw


 http://www.amambainoticias.com.br/media/images/6379/30955/tmp/wmX-341x256x3-5069d36f2150c854276c2c395d557d8ca5bffc5259def.jpg



   O mundo perde um grande sábio.


"Sabemos que por trás da opaca nuvem de nossa ignorância e da incerteza de resultados detalhados, as forças históricas que moldaram o século continuam a operar. Vivemos um mundo conquistado, desenraizado e transformado pelo titânico processo econômico e tecnocientífico do desenvolvimento do capitalismo que dominou os últimos dois ou três séculos. Sabemos, ou pelo menos é razoável supor, que ele não pode seguir ad infinitum. O futuro não pode ser uma continuação do passado, e há sinais, tanto externamente como internamente, de que chegamos a um ponto de crise histórica. As forças geradas pela economia tecnocientífica são agora suficientemente grandes para destruir o meio ambiente, ou seja as fundações materiais da vida humana. As próprias estruturas das sociedades humanas, incluindo mesmo algumas das fundações sociais da economia capitalista, estão na eminência de serem destruídas pela erosão do que herdamos do passado humano. Nosso mundo corre o risco de explosão e implosão. Tem de mudar".

Hobsbaw, Eric: “A Era dos Extremos”.


obrigado mestre por teus ensinamentos

domingo, 23 de setembro de 2012

E a Prática?

  http://2.bp.blogspot.com/-nZ1s1zPb0l8/T0f56n8eruI/AAAAAAAAxUk/_is4EzJAHzg/s1600/fondo-multicolores-para-wallpaper-de-tu-pc-o-laptop.jpg

  Em um belo dia de aula sobre conceitos budistas.....
    
   "Professor, de novo esta história de Quatro Nobres Verdades, isto é coisa para iniciantes, eu já sei tudo isto, sofrimento, causas.... blablabla... . Vamos avançar neste negócio."
O professor responde.
    "Bem, já que você compreende tão bem, nos brinde de que maneira você aplicou estes conceitos apenas no dia de hoje, quero dizer: onde e como você os praticou?"
O aluno replicou.
   "Mas professor; só entender já não está bom?"

Imagem: http://www.bancodeimagenesgratis.com/

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Luz

  


 Quando a Luz atinge o fundo da escuridão, explode em cores que antes achávamos inexistente ou morta.



Imagem:  Spitzer da NASA 

domingo, 5 de agosto de 2012

Tranquilo


Tranquila
Levo a vida tranquila
Não tenho medo do mundo
Não vou me preocupar
Tranquila
Levo a vida tranquila
Não tenho medo da morte
Não vou me preocupar
Que passe por mim a doença
Que passe por mim a pobreza
Que passe por mim a maldade, a mentira e a falta de crença
Que passe por mim olho grande
Que passe por mim a má sorte
Que passe por mim a inveja, a discórdia e a ignorância
Tranquila
Levo a vida tranquila
Que me passe
A doença que me passe
A pobreza que me passe
A maldade que me passe
Olho grande que me passe
A má sorte que me passe
A inveja que me passe
A tristeza da guerra
Tranquila
Levo a vida tranquila


Autora: Thalma de Freitas

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Zazen 2




“O Zazen é um mundo desprovido de sentimentos de procura, de busca. É a eliminação dos desejos de recompensa, das expectativas de proveito, de ganho e de lucro. Penetramos no que existe antes de considerarmos perdas e ganhos.
Não se busca nem mesmo a sabedoria. Eliminam-se todos os sentimentos de pedir, querer, mendigar. Apenas sentados.
A isto o mestre chama de 'zazen que não serve para nada'. ”

Shundô Aoyoma Rôshi

texto do livro: Para uma Pessoa Bonita – Contos de uma mestra Zen.

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Construir caminhos



http://4.bp.blogspot.com/-KsUAzvEWffs/T4CsVQM0S4I/AAAAAAAA0p8/hHEkQ1C8H30/s1600/adrenalina-alturas-edificios.jpg

O melhor é compreender a si mesmo; então você compreenderá tudo. Assim ao se empenhar em realizar seu próprio caminho, você ajudará outros e será ajudado por outros.
  Antes de construir seu próprio caminho, você não pode ajudar ninguém e ninguém pode ajuda-lo.

Shunryu Zuzuki
Do livro: Mente Zen Mente de principiante
Imagem: http://www.bancodeimagenesgratis.com/

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Dependência e Vazio



"...Todas as coisas e eventos, sejam conceitos materiais, mentais ou mesmo abstratos como o tempo, são destituídos de existência objetiva, independente. Tal existência independente, intrínseca, implicaria que as coisas e os eventos são de alguma forma completos em si próprios e, portanto, estão inteiramente auto contidos. Isto significaria que nada tem capacidade de interagir com e exercer influência sobre os outros fenômenos. Mas sabemos que existe causa e efeito; gire uma chave de partida, os plugues de faísca se inflamam, o motor liga e a gasolina e o óleo são queimados. Num universo de coisas auto contidas inerentemente existentes, estes eventos nunca ocorreriam. Eu não poderia escrever no papel e o leitor não seria capaz de ler as palavras nesta página. Portanto já que interagimos e fazemos trocas recíprocas, devemos supor que não somos independentes, embora possamos sentir ou intuir que sim..."

 De Sua Santidade Dalai Lama.
 Do livro, O Universo em um Átomo.

Imagem: Banco de Imagenes Gratis .Com

terça-feira, 8 de maio de 2012

Onde está o Universo?




"Poderia viver encerrado numa casca de noz e julgar-me o rei do espaço infinito, não tivesse eu sonhos atormentados"
Shakespeare




Imagem: All Content © 2006 — 2010 Stephen Blackstone,  Uppercase (Alphabet Series #2-U) - October 30, 2010

terça-feira, 10 de abril de 2012

A Saga do Herói


  
  
   "Não precisamos correr sozinhos o risco da aventura, pois os heróis de todos os tempos a enfrentaram antes de nós. O labirinto é conhecido em toda sua extensão.
   Temos apenas de seguir a trilha do herói, e lá onde temíamos encontrar algo abominável, encontramos um deus. E lá onde esperávamos matar alguém, materemos a nós mesmos. Onde imaginávamos viajar para longe, iremos ter ao centro da nossa própria existência. E lá onde pensávamos estar sós estaremos na companhia do mundo todo"

Joseph Campbeell


Imagem: Banco de Imágenes Gratis .Com

sábado, 31 de março de 2012

terça-feira, 20 de março de 2012

Agulha e o Mestre

 

 
   
    Havia um mestre Zen que tinha um discípulo muito fervoroso,  que considerava o seu mestre como um Buda vivo. 
    Um dia este mestre sentou numa agulha e gritou de de dor, "Aiiii", dando um pulo. O discípulo assistindo a cena perdeu imediatamente toda toda fé que havia depositado em seu mestre.  
Saiu dizendo que estava desapontado em descobrir que seu mestre não era totalmente iluminado. Se fosse iluminado não sairia gritando e pulando daquela forma. 
   O mestre ficou triste ao perceber que seu discípulo o deixaria e disse: "Que tristeza! Pobre homem! Se ele ao menos soubesse que na realidade nem eu, nem a agulha, nem o 'ai' jamais existiram".


Texto adaptado do livro: O Livro Tibetano do Viver e do Morrer, de Sogyal Rinpoche

sábado, 3 de março de 2012

Desejo e dor



Toda a alegria que há neste mundo
Vem do desejo de que os outros sejam felizes,
E toda dor que há neste mundo
Vem do desejo de que eu mesmo seja feliz


Shantideva

Imagem: museum.oglethorpe.edu     -  Indian Teachers - Shantideva Tibet 1800 - 1899. Buddhist lineage

sábado, 25 de fevereiro de 2012

O QUE É UM RETIRO ZEN DE SILÊNCIO?

  


   Para muitas pessoas que não estão familiarizadas com retiros de silêncio, a primeira impressão pode não ser das mais agradáveis.
   Primeiro que um retiro espiritual não é necessariamente um descanso para o corpo ou mesmo para a mente. Para o Zen a mente deve sempre estar atenta ao momento presente, não importando o que você esteja fazendo, uma oração, lavando uma louça ou varrendo o chão; o importante é não divagar em pensamentos perdendo-se do presente, e isto requer um grandioso esforço pois nossa mente tem a tendência de estar sempre fugindo da realidade.
   A segunda questão é que o silêncio nos obriga a ficarmos atentos as necessidades dos outros e não apenas cuidar do meu "euzinho". O comunitário é mais importante, o servir é mais importante que ser servido e faz parte da prática zen o servir e isto também cansa para quem não está acostumado.
  Terceiro que o Zazen também não é uma tarefa fácil, principalmente  para iniciantes; o corpo fica dolorido e a mente cansada.
   Para que tudo isto?
   A felicidade de ajudar todos os seres com sua prática.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Realização

 


    Um grande mestre do século passado tinha um discípulo que era muito obtuso. O mestre ensinou-lhe as mesmas coisas muitas e muitas vezes, tentando introduzi-lo à natureza da sua mente, mas foi inútil. A final o mestre ficou sem opções e lhe disse: "Olhe, quero que leve este saco de cevada até o alto daquela montanha ali. Mas você não deve parar para descansar. Continue simplesmente subindo até chegar ao alto".  
    O discípulo era um homem simples, mas possuía uma inabalável devoção e confiança em seu mestre, de modo que fez exatamente o que lhe foi recomendado. O saco era pesado; pegando-o partiu montanha acima, não ousando parar. Simplesmente seguiu e seguiu. O saco foi ficando cada vez mais pesado. Demorou um tempão. Por fim, ao chegar ao alto da montanha ele jogou o saco no chão. Atirou-se no chão dominado pela exaustão mas profundamente relaxado. Sentia a brisa fresca da montanha em seu rosto. Toda sua resistência se dissolvera, e com ela sua mente ordinária. Tudo parecia ter parado. Naquele exato instante ele de súbito obteve a realização da natureza de sua mente. "Ah era isto que meu mestre esteve mostrando todo o tempo", pensou. Desceu correndo a montanha e contrariando todas as convenções , invadiu o quarto do mestre.

   - "Acho que agora pesquei....Pesquei mesmo!"
   Seu mestre lhe sorriu como quem sabe das coisas: "Então a subida da montanha foi interessante, não foi?"  

Texto retirado do livro: O Livro Tibetano Do Viver E Do Morrer, Sogyal Rinpoche
Imagem: http://joseluisavilaherrera.blogspot.com/

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Vela apagada, ilumina

 


 
   Tokusan estudava Zen com o mestre Ryutan. Uma noite de inverno, Tokusan procurou Ryutan em seu quarto para lhe fazer um monte de perguntas sobre o sentido do Zen e da meditação. Ryutan ouviu e respondeu pacientemente todas as perguntas do jovem estudante, até que o mestre mandou o discípulo embora, dizendo que já era muito tarde.
"Já é tarde da noite, por que você não se retira?", perguntou Ryutan educadamente.
   Tokusan fez reverência e, ao abrir a porta, percebeu que já era alta noite e estava muito escuro lá fora Ryutan entregou uma vela para que o estudante pudesse encontrar o caminho de volta para o dormitório dos monges.
   Assim que recebeu a vela das mãos do mestre, Ryutan assoprou-a, deixando os dois na mais perfeita escuridão.
   Nesse exato momento, Tokusan atingiu a iluminação.



Texto retirado do livro: Pocket Zen, de Bruno Pacheco.

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

2012 O ANO DO DRAGÃO, ANO BUDA 2578

Segundo o Horóscopo chinês 2012 é o ano do dragão. Um ser mitológico, de espírito indomável, mutante, empolgante, livre. Só tome cuidado com as consequências, ter tudo isto sem a sabedoria é o mesmo que não ter nada, só trará sofrimento.
   Que os governos e pessoas totalitárias abram mão de seu ego dominador e deixe espaço para a compaixão. Que os seres percebam a impermanência do universo, para começarem a fazer aquilo que é correto para um crescimento espiritual da humanidade e deles próprios. AFINAL UM MUNDO EXTERNO MELHOR COMEÇA DENTRO DE NÓS.
   Enfim desejo à todos um ano com muita sabedoria, harmonia, paz, tolerância e serenidade.
   Que todos os seres tenham: "a mente correta, a fala correta e a visão correta da vida"



Imagem:http: Banco de Imágenes Gratuitas

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Autobiografia em Cinco Capítulos





  1. Ando pela rua
    Há um buraco fundo na calçada
    Eu caio
    estou perdido...sem esperança.
    Não é culpa minha.
    Leva uma eternidade para encontrar a saída.
  2. Ando pela mesma rua.
    Há um buraco fundo na calçada
    Mas finjo não vê-lo.
    Caio nele de novo.
    Não posso acreditar que estou no mesmo lugar.
    Mas não é culpa minha.
    Ainda assim leva um tempão para sair.
  3. Ando pela mesma rua.
    Há um buraco fundo na calçada
    Vejo que ele ali está
    Ainda assim caio...é um hábito.
    Meus olhos se abrem
    Sei onde estou
    É minha culpa
    Saio imediatamente.
  4. Ando pela mesma rua.
    Há um buraco fundo na calçada
    Dou a volta.
  5. Ando por outra rua.



Texto: Portia Nelson, citado por Charles L. Whifield, MD., em Healing the Child within (Orlando, Flórida: Healt Comunications, 1989)

Imagem: NASA, black hole in galaxy RX J1242-11.


sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

A impermanência é plena e a morte é certa



PRIMEIRA BASE: A contemplação de que a morte é definida;
1. porque a morte definitivamente chegará e, por conseguinte não pode ser evitada;
2. porque nosso tempo de vida não pode ser ampliado e diminui incessantemente;
3. porque mesmo quando estamos vivos existe pouco tempo para praticar.
Primeira decisão: Preciso praticar

SEGUNDA BASE: A contemplação de que a hora da morte é indefinida
4. porque nosso tempo de vida neste mundo é indefinido;
5. porque as causas da morte são inúmeras e as causas da vida são poucas;
6. porque o momento da morte é incerto devido à fragilidade do corpo.
Segunda decisão: Preciso praticar agora.

TERCEIRA BASE: A contemplação de que na hora da morte a única coisa que pode ajudar é a prática
7. porque no momento da morte nossos amigos não podem nos ajudar;
8. porque no momento da morte nossa riqueza não pode nos ajudar;
9. porque no momento da morte nosso corpo não pode nos ajudar.
Terceira decisão: Praticarei o desapego com relação a todas as maravilhas desta vida.



Texto retirado do livro: Conselhos Sobre a Morte: Dalai Lama



Imagem: Guerra do Vietnã, abril de 1974. Banco de Imágenes Gratuitas

sábado, 10 de dezembro de 2011

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

sábado, 3 de dezembro de 2011

Julgar

 
 
"Antes de julgares a "minha vida" ou meu "caráter"... Calça os meus sapatos e percorre o caminho que eu percorri, vive as "minhas tristezas", as "minhas dúvidas", as "minhas alegrias" !!!
Percorre os anos que eu percorri, tropeça onde eu tropecei e levanta-te assim como eu o fiz!!!
Cada um tem a sua própria história !!!
E então, só aí poderás "julgar-me!"
 
(Mário Quintana)
Imagem: Banco de Imágenes Gratuitas

sábado, 26 de novembro de 2011

Sandokai - A Identidade do Relativo e do Absoluto






Sekito Kisen (700-790)

O espírito do grande sábio da Índia é intimamente transmitido de Oeste a Este. Entre os seres humanos existem sábios e tolos mas na Via não há patriarcas que sejam do Norte ou do Sul. A fonte subtil é clara e luminosa/brilhante, os afluentes correm através da escuridão. Apegar-se às coisas é ilusório, encontrar o absoluto não é ainda a iluminação. Todos e cada um, as esferas subjectiva e objectiva, estão relacionados e ao mesmo tempo independentes. Estão relacionados mas trabalham de modo diferente, cada um mantém o seu próprio lugar. A forma faz diferentes o carácter e a aparência, os sons distinguem o conforto e o desconforto. A obscuridade faz as palavras iguais, a luz distingue as frases boas e más. Os quatro elementos retornam à sua natureza tal como uma criança para a sua mãe. O fogo é quente, o vento move-se, a água é liquida, a terra sólida. Os olhos vêem, os ouvidos ouvem, o nariz cheira, a língua saboreia o salgado e o doce. Cada um é independente do outro como folhas nascidas da mesma raiz, causa e efeito devem regressar à grande realidade. As palavras alto e baixo são usadas de modo relativo. Na luz existe a escuridão mas não tentes compreender essa escuridão, na escuridão existe a luz mas não procures essa luz. Luz e escuridão formam um par, como o pé adiante e o pé atrás em andamento. Cada coisa tem o seu valor intrínseco e está relacionada a tudo o resto em posição e função. O relativo e o absoluto ajustam-se como uma caixa e a sua tampa. O absoluto funciona em conjunto com o relativo como duas flechas que se encontram em pleno ar. Ao ler as palavras deves perceber a grande realidade. Não julgues por quaisquer critérios. Se não vês o caminho não o vês mesmo ao andares por ele. Quando percorres a Via não estás perto nem longe. Se andas iludido estás afastado de rios e montanhas. Digo respeitosamente aos que querem a iluminação, não desperdicem o tempo de dia ou de noite.




Texto retirado de:  http://budadharma.paginas.sapo.pt/
Imagem:  Banco de Imágenes Gratuitas

sábado, 19 de novembro de 2011

Haikai






  • O tempo, como o sol,
    não tem frente nem verso
    O dia não é mais que a noite iluminada
    A noite não é mais que o dia sombreado
    Estrelas mortas iluminam o céu


    Seigen Mitih
    Texto retirado do site: http://www.sotozen.org.br/poesias.php
    Imagem: Gnome Linux

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Qualidades de um professor do Dhamma






"Não é fácil ensinar o Dhamma a outros, Ananda. O Dhamma deveria ser ensinado a outros somente quando cinco qualidades estiverem estabelecidas na pessoa que ensina. Quais cinco?
"[1] O Dhamma deve ser ensinado com o seguinte pensamento, 'Eu falarei passo a passo.'
"[2] O Dhamma deve ser ensinado com o seguinte pensamento, ‘ Eu falarei explicando a seqüência [de causa e efeito].'
"[3] O Dhamma deve ser ensinado com o seguinte pensamento, ‘ Eu falarei por compaixão.’
"[4] O Dhamma deve ser ensinado com o seguinte pensamento, "Eu falarei sem o propósito de recompensa material.’
"[5] O Dhamma deve ser ensinado com o seguinte pensamento, ‘Eu falarei sem menosprezar a mim ou aos outros.’
"Não é fácil ensinar o Dhamma a outros, Ananda. O Dhamma deve ser ensinado a outros somente quando essas cinco qualidades estiverem estabelecidas na pessoa que ensina.




Texto: Acesso ao Insight.