quinta-feira, 30 de julho de 2009

Estudar e Ser o Objeto


Sem dúvida alguma é mais do que importante conhecer um objeto de estudo. Mas pelo meu ponto de vista, os sentimentos pelo objeto estudado é imprescindível. Para que isto aconteça faz-se necessário comparar várias fontes históricas, religiosas, econômicas e sociais. Desta forma o aluno, discípulo, aprendiz terá mais alternativas para fazer sua própria síntese, sua própria escolha a respeito de um determinado assunto e não ficar limitado pelas colocações do mestre, professor ou um único autor ou única visão política, econômica, religiosa ou social; o aluno poderá se apropriar de vários conceitos para formar o seu próprio, independentemente, sem “intermediários”.

Não estou querendo dizer com isto que a mediação não é importante, está é a função do professor. Além, é claro, de desenvolver a capacidade leitora da vida e a capacidade de escrita, reescrita, pois terá de viver o que apreendeu. Recriar-se e ao mesmo tempo ser o mesmo; dividir-se e ser um, (belo desafio).

Outro ponto importante é que com o estudo de várias fontes o aluno perceberá que a história humana é vista e compartilhada por intermináveis visões, o que pode ser heroísmo para alguns; para outros não passará de simples assassinatos.

O ponto de vista histórico, humano, religioso, dependerá basicamente de que lado está sendo observado, em que determinado ângulo, ou qual recorte se fará, até mesmo que estudo de caso irá prevalecer? (Simples escolhas)

Enfim, já que estamos falando de pontos de vista; meu ponto de vista em relação à ensinar algo é não criar dogmas. Tentar focar, ou melhor desfocar, ampliar a análise e ligações de vários pontos de vista e as várias alternativas para resolução de problemas. Sem, na verdade, estabelecer culpa ou culpados dos objetos estudados.

Pois quanto maior for a capacidade de resolver problemas hipotéticos, reais ou religiosos, maior será a capacidade de ser e não ser; de criar e de recriar-se nesta vida.


Paulo Celso



Postar um comentário