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Carta a um discípulo prestes a morrer

Carta a um discípulo prestes a morrer A essência da tua mente não nasceu, por isso nunca morrerá. Não é uma existência, o que é destrutível. Não é um nada, que é o mero vácuo. Não tem cor nem forma. Não sente prazer nem sofre dores. Sei que estás doente. Como um bom estudante Zen, enfrentas essa doença com aprumo. Podes não saber quem exactamente está a sofrer, mas pergunta-te a ti mesmo: Qual é a essência desta mente? Pensa unicamente nisto. Não necessitas de mais nada. Não ambiciones nada. O teu fim que não tem fim é como um floco de neve a dissolver-se no ar puro. Bassui De "Zen Bones, Zen Flesh: A Collection of Zen and Pre-Zen Writings" Traduções portuguesas de Margarida Cardoso

Agulha e o Mestre

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            Havia um mestre Zen que tinha um discípulo muito fervoroso,  que considerava o seu mestre como um Buda vivo.      Um dia este mestre sentou numa agulha e gritou de de dor, "Aiiii", dando um pulo. O discípulo assistindo a cena perdeu imediatamente toda toda fé que havia depositado em seu mestre.   Saiu dizendo que estava desapontado em descobrir que seu mestre não era totalmente iluminado. Se fosse iluminado não sairia gritando e pulando daquela forma.     O mestre ficou triste ao perceber que seu discípulo o deixaria e disse: "Que tristeza! Pobre homem! Se ele ao menos soubesse que na realidade nem eu, nem a agulha, nem o 'ai' jamais existiram". Texto adaptado do livro:  O Livro Tibetano do Viver e do Morrer, de Sogyal Rinpoche

Um discípulo e seu mestre

     "Mestre, uma árvore possui a natureza de Buda?"      "Sim", respondeu o mestre.      "E quando a árvore se tornará Buda?", perguntou o discípulo.      "Quando o céu cair", disse o mestre.       O discípulo confuso coça a cabeça.      "E quando o céu cairá?"      "Quando a árvore se tornar um Buda.   Texto retirado do livro: Pocket Zen do autor Bruno Pacheco

Estudar e Ser o Objeto

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Sem dúvida alguma é mais do que importante conhecer um objeto de estudo. Mas pelo meu ponto de vista, os sentimentos pelo objeto estudado é imprescindível. Para que isto aconteça faz-se necessário comparar várias fontes históricas, religiosas, econômicas e sociais. Desta forma o aluno, discípulo, aprendiz terá mais alternativas para fazer sua própria síntese, sua própria escolha a respeito de um determinado assunto e não ficar limitado pelas colocações do mestre, professor ou um único autor ou única visão política, econômica, religiosa ou social; o aluno poderá se apropriar de vários conceitos para formar o seu próprio, independentemente, sem “intermediários”. Não estou querendo dizer com isto que a mediação não é importante, está é a função do professor. Além, é claro, de desenvolver a capacidade leitora da vida e a capacidade de escrita, reescrita, pois terá de viver o que apreendeu. Recriar-se e ao mesmo tempo ser o mesmo; dividir-se e ser um, (belo desafio). Outro ponto imp...