quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Um Buda para o pai ( uma pequena interferência nesse Blog)


Um Buda para o pai
( uma pequena interferência nesse Blog)

A fé quando sincera e serena é realmente contagiante. A roda do dharma gira e tudo parece contribuir para que o ser encontre o seu objetivo e contemple a sua experiência. Assim foi com o nosso Paulo, assim foi com o pai - como diria sua filha Paula atenta aos seus anseios.
Quando o pai estava iniciando suas descobertas no budismo ,eu e a Paula estávamos preocupadas em encontrar uma representação do Buda histórico para satisfazer um desejo dele de ter um canto para suas práticas . E nesta cidade como na região foi um anda daqui e um anda dali para achar algo que considerássemos adequado para o pai. E todos os dias onde quer que fôssemos procurávamos algo para agradar aquele homem que ,sem perceber, nos contagiou com a sua prática a ponto de nas pequenas atitudes estarmos voltadas para ela. A Paula sempre dizia; achou um Buda para o pai? - quase sem saber quantas representações poderiam existir e sem entender todo o contexto , mas feliz na devoção a fé do pai. E a cada busca , um amigo, um vizinho , o cunhado, alguém dava informações sobre uma imagem que achava.
A busca do nosso Paulo nesses anos todos foi tão incansável, que ele estudou horas o mais que pode, procurou o mais que pode, encontrou pessoas, conversou, trocou experiências, se aventurou , suspirou, admirou , contemplou, errou, acertou e encontrou. Encontrou pessoas maravilhosas que o ajudaram na prática como a monja Coen e o querido Monge Enjo, mesmo longe, mas tão perto. Do senhor que fabrica o zafu, e de todos os outros grupos solitários como ele. E assim a jornada continuava - Paula ! Viu um Buda para o pai? E o homem perseverou em encontrar os ensinamentos e praticar e viu o Zen e sentiu o Zen e se confortou no Zen. E nós o acompanhamos e o incentivamos para os retiros , para os encontros e procurávamos mais que uma representação de Buda para ele, respirávamos junto com ele o ar do budismo e fazíamos de tudo como fazemos agora para que ele pudesse praticar.
Esse Paulo ainda solitário , que não tem uma shanga, que ainda não tem os seus votos de botsatva, mas que tem todas as shangas do mundo e o seu voto apenas com o budismo, com os ensinamentos e que sempre procura uma palavra do caminho para despertar alguém. E dessa forma caminhando achamos um Buda para o pai, ou Buda o achou . Indicamos a loja , ele entrou , se olharam e ele disse - É esse! - simples assim, pequeno, representativo, bonito como a mente zen , como a sua fé que nos inspirou.
Que a inspiração chegue a todos os seres, praticantes ou não , a inspiração calma e tranquila da vontade que elimina as diferenças ,como chegou para o pai da Paula e para mim , sua esposa ; a inspiração da alegria de servir aos propósitos de um devoto sincero pelo simples prazer de ver sua fé suspirar e se expandir no caminho do bem.
Beijos pai! Que a iluminação te alcance! Que Buda sempre te inspire!

Da sua Anne e da filha Paula
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