quarta-feira, 14 de abril de 2010

Ser ouvido


Estes dias por força do samsara ( संसार ), tive de ir ao médico, alias, médicos. Uma situação bem interessante para quem gosta do mundo dos fantasmas e espíritos. O hospital em questão foi o do Servidor Público em São Paulo, capital. A comunicação paranormal com entidades espirituais (atendentes) começou quando entrei no imenso complexo de prédios, eu digo paranormal pois era uma comunicação frenética e praticamente desconexa da realidade, jogando-me de um lado para outro, para cima e para baixo. Depois de um árduo percurso consegui me localizar nos corredores deste universo paralelo. E enfim fui atendido pela tal "entidade superior" (o médico) e foi exatamente neste momento que senti o que os espíritos sentem, você não é visto, não é ouvido, é simplesmente uma sombra sem poder algum para se comunicar com o mundo dos "vivos". Apenas a "entidade superior" tem a premissa das palavras, por mais que você tente, se esforce para ser percebido como algo, ou como algum tipo de ser, nada tem validade é apenas fracasso em cima de fracasso. Sua mente fica envolta por palavras inacessíveis vindas da "entidade superior" (talvez uma espécie de mantra). Aquele mundo não mais te pertence, gestos, palavras, sentido, sentimentos, tudo é transformado e você se vê numa linha tênue entre as sombras brancas e a realidade. A cada palavra, a cada gesto, mais distância. Estamos num mundo onde as pessoas estão a cada segundo mais surdas para com o outro, ninguém quer ouvir, só ser ouvido. O pior de tudo são aqueles que estudam para ouvir e não ouvem, pois programam suas mentes para ficarem fora de sintonia com o humano e só o pedestal do "científico" é aceito. Uma anomalia absurda, homens só com boca, sem ouvidos. É uma pena, poderiam aprender muito conosco, meros e simples espíritos humanos.



Imagem: Banco de imagens gratuitas
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