sábado, 27 de março de 2010

De onde nasce o ser



Gosto de vento, muito vento, de ventania, daquelas, soprando para todas as direções, tirando minhas certezas, deslizando pelo mar da vida, pelo mar da mente, mudando tanto de direções que você cansa de tentar dar um rumo, um controle, me mostrando a única certeza, QUE NADA É CERTO, claro, objetivo.

Não, não existe medo. Aos poucos o vento cessa, diminui as grandes ondas, não preciso me segurar mais, muito menos dar alguma direção. Quando acordo me vejo longe de tudo que havia planejado, pensado, dito, coisas desta vida e de outras, mas não é ruim não, é leve, muito leve. É a magia deste momento que dá o tempero.

Agora estou diante do sol, de onde nasce o ser.




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