sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Herança ( Cecília Meireles)

Eu vim de infinitos caminhos,
e os meus sonhos choveram lúcido pranto pelo chão.



Quando é que frutifica, nos caminhos infinitos,

essa vida, que era tão viva tão fecunda,
porque vinha de um coração?



E os que vieram depois, pelos caminhos infinitos,

do pranto que caiu dos meus olhos passados,
que experiência, ou consolo, ou prêmio alcançarão?




Texto de Cecília Meireles


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