quarta-feira, 1 de julho de 2009

O Eu e a carroça

O rei sabendo que um grande mestre Zen estava às portas de seu palácio, foi até ele para solucionar uma velha questão.



" Mestre onde está o Eu?" , perguntou o rei.
O mestre pediu que os guardas trouxessem uma carroça.
" O que é isto?", perguntou o mestre
" uma carroça", respondeu o rei.
O mestre pediu que retirassem os cavalos que puxavam a carroça.
"Os cavalos são a carroça?" perguntou.
"Não", respondeu o rei.
Depois o mestre pediu que as rodas fossem retiradas.
"As rodas são a carroça?"
"Não mestre", disse o rei.
O mestre pediu que retirassem os assentos.
"Os assentos são a carroça?"
"Não, eles não são a carroça" , disse o rei.
Por fim o mestre aponta para o eixo da carroça.
"O eixo é a carroça", perguntou o mestre.
"Não mestre os eixos não são a carroça", respondeu o rei.
Assim como a carroça o Eu não pode ser defino por partes. O EU não se encontra em parte alguma. Ele não existe. E não existindo, ele existe", disse o mestre.

Texto retirado do livro "Pockt Zen" de Bruno Pacheco
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