quarta-feira, 24 de junho de 2009

Perfeito?

Alguns de meus alunos vieram me perguntar a respeito do pecado e do inferno, em um mundo aonde a idéia judaica-cristã impera, estas questões tem um peso enorme para a sociedade e suas atitudes são pautadas por estes dois aspectos.
Resolvi falar da minha experiência religiosa em vez das doutrinas alheias, respondendo da seguinte forma:
“Meu altar em casa não é perfeito, minhas orações não são perfeitas, meu zazen não é perfeito, mas minha intenção de fazer o bem deve ser perfeita, ou deveria ser. Não espero recompensas pelas minhas intenções ou decisões, como também não espero ser punido pelas tentativas de uma vida diferente, mas sem dúvida tenho de ter em mente que minhas ações refletem nas pessoas e objetos em minha volta, devo ter plena consciência de que se sujo minha cama dormirei com sujeira e moscas e não terei uma boa noite de sono, meu dia não sera produtivo, as pessoas em minha volta irão sentir meu mau humor. Mas se deixar limpo meu ambiente, dormirei com certeza com menos problemas e minha noite será melhor e poderei me dedicar melhor ao trabalho e as pessoas consequentemente.
Atenção, esta é a palavra. Cada atitude, cada sentimento, cada palavra, tudo deve ser feito com atenção para que o arrependimento não surja.”
Com atenção no dia-a-dia, minhas ações terão sentido e minha religiosidade começará ter sentido também.
Na verdade não busco a perfeição, nunca foi o sentido de minha vida. Busco fazer o menor estrago possível na vida e nas pessoas.
Enfim não sei direito o que é pecado!
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