domingo, 8 de março de 2009

A mente e o Oceano


Não é a toa que a maioria das pessoas compara a vida aos oceanos.
De longe, com as fotos de satélites é só água, um azul bonito e tranquilo, não se teme, ao contrário dá ate paz.
Quando nos aproximamos começamos a ouvir o barulho das ondas quebrando na praia, continuamos achando tudo belo. Mais perto das pedras a arrebentação provoca um desconforto, já não estamos tão seguros em atravessar aquele trecho, preferimos muitas vezes a distância segura. Escorregar, cair ao menos ser derrubado é no mínimo o que vem as nossas mentes. O que mudou? De belo passou a ser traiçoeiro?
Outra visão é que de longe tudo é harmonioso não imaginamos a quantidade de seres que habitam aquele espaço, deste minúsculas criaturas ate mesmo gigantescas baleias e tubarões, lutando pela própria sobrevivência.
Nada disto tira o brilho e a beleza destas vidas, ou destes oceanos.
Com a nossa mente é a mesma coisa; ela é um verdadeiro oceano. Dependendo do ponto de vista é belo. Olhamos de longe a nossa própria mente, não percebemos o barulho das arrebentações no próximo, nem mesmo os tubarões. Temos a certeza que esta tudo fora, os tubarões, as águas vivas, as moréias, baleias... . Gostamos de olhar o oceano do outro bem perto, lá no fundo e achamos quase tudo horrível e escuro. Já.... o nosso oceano só queremos ver de satélite.
Precisamos ter a coragem de enfrentar as arrebentações e as pedras de nossa mente, conhecer os nossos tubarões e moréias e descermos mais e mais fundo e quando menos esperamos não haverá mais baleias, nem rebentações, nem barulhos, nem pedras, muito menos satélites. Simplesmente só nós mesmos. Observando tudo e fazendo parte do todo.
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