quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Mudança



Hoje saí de uma reunião “pesada”, daquelas de arrebentar o cidadão com tamanha dor de cabeça e o pior é que não foi nada que exigisse algo além de nossas possibilidades, eram até coisas simples, beirando o elementar. Mas exigia uma pequena coisa “MUDANÇA”. Nunca pensei que uma palavrinha causasse uma confusão generalizada;colegas de longa data se atacando mutuamente, parecia até inimigos com olhares raivosos, levantando voz e gesticulando como guerreiros. - Opa! Que estranho, será que estamos percebendo, o que está cegando?

Mudar não é algo que os seres humanos estejam acostumados, encaram mudanças como animais acuados, ( pelo menos naquele momento). Comecei a refletir o que levou a esta confusão.

Espero que meus amigos possam me ajudar na minha tese, que alias é bem simples e bem conhecida dos ensinamentos budistas.

Apego É uma das causas de aflições humanas mais comuns e mais virulentas. O medo na verdade não é da “mudança” em si; mas daquilo que seu ego enxerga como seu. A pessoa não consegue ver o outro, a ideia do outro, o espaço do outro, apenas o seu. Há um bloqueio total na forma de encarar a vida. Neste sistema ceder é fraqueza e ninguém gosta de se mostrar fraco e uma das formas de se mostrarem fortes é não ceder. O ego não permite observar com naturalidade o espaço em sua volta, este monstro cega completamente o ser, que fica incapacitado. Alguns temporariamente, outros carregam o onos de seu apego insano.

Mudem. Mudem de lugar na mesa, façam caminhos diferentes disciplinem suas mentes para não se apegarem a nada. Tudo acaba, sempre acaba. Tendo isto em mente talvez as mudanças ficarão mais fáceis e compreensíveis. Afinal as borboletas mudam.

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