terça-feira, 24 de agosto de 2010

A Morte não é Punição


Todos nós somos vítimas de percepções errôneas. Sinto que muitas pessoas acreditam que de alguma forma a morte não passa de uma punição. Punir criminosos, punir o corpo, se auto punir, talvez magoar outros através da morte, ficar longe de quem ama, perder algum privilégio nesta terra, saudades, ira, desespero, enfim algo inexplicável; terrível.
A outra forma de encarar a morte é o alívio de doenças, o descanso. O engraçado é não conseguirmos decidir direito o que pensar dela. Enxergamos a morte, ora alívio, ora punição. A morte é vista como: destruidora da vida, algo que deva permanecer longe da vida, fora da vida, alheia a vida.
No budismo onde tudo está conectado com tudo, vemos a morte como uma simples face da vida, não pode ser encarada como punição, ou redenção, é simplesmente a outra face de uma mesma moeda. Uma face não poderá existir sem a outra. Nada neste universo está fora destes elementos, (vida e morte), nada escapa disto.

Claro que sentiremos falta, teremos a dor da saudade, choro, tristeza.
Sem dúvida alguma, nosso sentimento se acalmará quando tivermos a convicção que não há morte ou nascimentos, apenas o fluxo constante da vida em movimento; em profunda e contínua transformação.


Kanji: Morte

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Quando meditamos

" Quando meditamos, nós praticamos olhar mais profundamente para que, com isto, consigamos trazer luz e clareza à maneira como vemos as coisas. Quando a visão de um não eu é alcançada, nossa ilusão é eliminada. Isto é o que chamamos de transformação. Na tradição budista, a transformação é possível por meio de compreensão profunda. O momento em que a visão de um não eu surge, a consciência chamada mana, a noção ilusória de um "eu sou", desintegra-se e então nos encontramos gozando de liberdade e felicidade neste exato momento."

Texto do livro: Corpo e Mente em Harmonia
Autor Thich Nhat Hanh