sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

impermanência



 Cráneos


 Buda chamava a atenção de seus monges para cinco situações que não podem ser obtidas por um contemplativo ou por qualquer pessoa no mundo. Situações essas que envenenam nossa mente, dilacerando e definhando nossas vidas.
Prestem atenção:

" ...aquilo que está sujeito a velhice... envelhece,
  ... aquilo que está sujeito à doença ... adoece,
  ...aquilo que está sujeito à morte ... morre,
  ...aquilo que está sujeito à destruição ... é destruído,
  ... aquilo que está sujeito à perda... é perdido"

Tudo é impermanente.

Imagem: Banco de Imagines Gratis

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Quando o sansara se rompe.

                                  


 Ojos


                           Quando o sansara se rompe.


Quando se esgota o ciclo incessante de renascimento e morte,
quando não se tem mais medo,
quando não se tem apego,
ódio
aversão...
quando não se perde nada...
Vazio.

Anne

Imagens: www,imagenesgratis.com

sábado, 2 de novembro de 2013

Postura

                                                           
                         

 http://1.bp.blogspot.com/-B7PxXKdmIu8/UnG4MWYGsnI/AAAAAAAB8Uo/NV20LXFWhjY/s1600/las-mejores-im%C3%A1genes-del-mundo-flores-animales-paisajes-perros-lagos-cascadas-y-pajarillos+(13).jpg
                                       

(...) Não existimos por nenhuma outra razão senão a de sermos nós mesmos.(...) Usualmente, sem que tenhamos consciência  disso, tentamos mudar as coisas em vez de mudar a nós mesmos; tentamos arrumar as coisas que estão fora de nós. Mas é impossível ordenar as coisas se você mesmo não está em ordem. Quando você faz as coisas de forma certa, no momento oportuno, tudo o mais se organiza. Você é o chefe. Quando o chefe está dormindo, todos dormem.Quando ele faz algo bem feito , todos os demais fazem igualmente bem e no tempo certo. Esse é o segredo do budismo.Portanto, procure manter a postura correta, não apenas quando pratica zazen mas em todas as suas atividades.(...)

SUZUKI; Shunryu - Mente zen, mente de principiante, Palas Athena, 2002

Imagem: banco de imágenes gratis

terça-feira, 22 de outubro de 2013

O vento e a flauta





Certa tarde de outono o Mestre Ikyyû vagueava pelos campos, levando consigo uma flauta de bambu. Um eremita, ao vê-lo, perguntou-lhe:
Quem és tu?
Sou um peregrino que segue para onde sopra o vento.
Tencionando pôlo-lo em apuros, o eremita perguntou:
E quando o vento não sopra?
Então sopro eu, respondeu Ikyyû começando a soprar sua flauta. 


Texto: Textos Budistas e Zen-buditas de Ricardo M. Gonçalves

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Qual é o caminho?




Quando compreendemos o caminho de Buda o corpo e a mente são abandonados e é neste exato instante que descobrimos o corpo e a mente.
Cada passo, cada olhar, cada respiração é o caminho. Não existe o eu ou o caminho, tudo faz parte do momento presente. Quando olhar uma árvore, veja a árvore, quando olhar a lua não vá até a estrela. Quem olha um falcão e vê um predador na verdade não viu um falcão. O instante é agora, não há antes nem depois.

Imagem:  Banco de Imágenes Gratis .COM


sexta-feira, 19 de julho de 2013

Brincando de vazio


       O que é música? 
                                                 
                                                             Ar no ouvído.

terça-feira, 9 de julho de 2013

NAGARJUNA


 http://viewonbuddhism.org/images/nagarjuna.gif


"A pessoa alcança a libertação final quando as ações e degenerações mentais estão aniquiladas"
 
(MMK, XVIII, 5ª)

"Dependente da ação surge o ator
 Dependente do ator surge a ação"


(MMK, VIII, 12)

IMAGEM:   http://viewonbuddhism.org/images/nagarjuna.gif

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Apenas sentar esta ok



[...] alguma coisa ou alguém pode nos machucar? Vamos pegar alguns desastres de verdade. Suponha que perdi meu emprego e estou seriamente doente. Suponha que todos meus amigos me deixaram. Suponha que um terremoto destruiu minha casa. Posso ser machucada por tudo isso? Claro que penso que sim. E seria terrível que tais coisas acontecessem. Mas podemos ser realmente machucados por tais eventos? A prática nos ajuda a ver que a resposta é não.
Não que o ponto da prática seja evitar sentir-se machucado. O que dizemos que nos “machuca” ainda acontece: posso perder meu emprego; um terremoto pode destruir minha casa. Mas a prática me ajuda a lidar com as crises, a passar por isso sem dificuldades. Enquanto estivermos imersos em nosso machucado, seremos um saco de aflição de pouca utilidade para qualquer um. Se não estivermos embrulhados em nosso melodrama de dor, por outro lado, mesmo durante uma crise, podemos ser úteis.
Então o que acontece quando realmente praticamos? Por que o sentimento de que a vida pode nos machucar começa a enfraquecer com o tempo? O que se passa?
Apenas um eu voltado para si mesmo, um eu apegado a mente e corpo, pode ser machucado. Esse eu na verdade é um conceito formado por pensamentos em que acreditamos; por exemplo, “se eu não conseguir isso, serei miserável”, ou “se isso não funcionar comigo, será horrível”, ou “se eu não tiver uma casa para morar, isso é realmente terrível”.
O que chamamos de eu nada mais é que uma série de pensamentos aos quais estamos apegados. Quando estamos absorvidos em nossos pequenos eus, a realidade — a energia básica do universo — praticamente nem é percebida.
Suponha que eu sinta que não tenho amigos, e que sou muito solitária. O que acontece quando sento e medito com isso? Começo a ver que meus sentimentos de solidão na verdade são apenas pensamentos. De fato, estou simplesmente sentada aqui. Talvez esteja sentada sozinha em minha sala, sem alguém com quem combinei um encontro. Ninguém me ligou e sinto-me solitária.
Na verdade, contudo, estou apenas sentada. A solidão e a angústia são simplesmente meus pensamentos, meus julgamentos de que as coisas deveriam ser diferentes do que são. Não enxerguei através deles; não reconheci que minha angústia é fabricada por mim. A verdade factual é que estou simplesmente sentada em minha sala.
Leva algum tempo antes de vermos que apenas sentar lá está OK, está tudo bem. Apego-me ao pensamento de que se não tiver uma companhia prazerosa que me apóie, sou miserável.
“Nothing Special”, loc. 1096
 Charlotte Joko Beck (EUA, 1917 ~ 2011)
Fonte:  http://darma.info/trechos/2013/04/apenas-sentar-esta-ok/
Imagem:  http://global.sotozen-net.or.jp/por/practice/zazen/howto/images/htdzazen01.jpg

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

A mente, mente....?



http://1.bp.blogspot.com/-RwYHXyXbxrA/UK7JjFdgjHI/AAAAAAABSfU/M05ZRb54boA/s1600/Snowy%2Bdawn%2Blandscape%2Bnear%2BHokkaido%252C%2BJapan.jpg
  

Subindo ofegante e vagarosamente a montanha com a neve até os joelhos, ouço e sinto como uma navalha o cortante vento frio na minha pele......
   Opa; nunca subi montanha gelada. Poesia ou mentira? 
Esta mente.....



 

domingo, 20 de janeiro de 2013

Aperfeiçoamento Pessoal




 Uma jovem praticante de meditação procurou uma mestra Zen a quem considerava muito sábia.
  
  "Que tipo de pessoa necessita de aperfeiçoamento pessoal", perguntou a praticante.

   "Pessoas como eu", respondeu a mestra.

A jovem ficou surpresa com a resposta.

   "Uma mestra como a senhora precisa de aperfeiçoamento?"

   "O aperfeiçoamento nada mais é do que vestir-se e alimentar-se", disse a mestra.

   "Mas todo mundo faz isso. Imaginava que o aperfeiçoamento fosse algo mais profundo para uma mestra", disse a jovem.

   " O que você acha que eu faço todos os dias? A cada dia faço com atenção plena os atos comuns do cotidiano. Nada é mais profundo do que isto", respondeu a mestra.



Texto: Pocket Zen, Bruno Pacheco
Imagem: http://www.bancodeimagenesgratis.com/
Adaptação: Paulo celso