sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Feliz 2013 Ano Buda 2579



QUE NO ANO DE 2013  OS HOMENS SE SINTAM ENCORAJADOS A CONSTRUIR MAIS PONTES DO QUE MUROS SEPARANDO OS SERES.
 (ANO BUDA2579)




Imagem: http://www.bancodeimagenesgratis.com/

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Já se avaliou hoje?






  A maioria de nós fazemos de nosso dia-dia uma rotina, robótica e óbvia. Não analisamos com clareza os efeitos de nossa mente e ações. Por vezes convictos de que estamos no caminho correto para nossos sustentos e de nossa família. As percepções sobre nossas emoções ficam relegadas para um plano inferior muitas vezes só sentimos as emoções mais grosseiras, aquelas que sentimos na pele no rosto, como raiva, ódio, e ate mesmo luxúria, direcionando nossas ações automaticamente sem reflexão, de forma impulsiva sem medir consequências.
   Aqui indico um pequeno exercício que pode ajudar a diminuir estas ações “automáticas” : antes de nos levantar para nossas vidas diárias tentamos sentir como anda nossas emoções, nossos desejos, nossas angústias e principalmente nossos sentimentos por todos. Não é um ato demorado, uns dois ou três minutos são suficientes. Não é planejar o que fazer durante o dia é simplesmente olhar para sua mente e suas emoções, observar como esta sua mente, alegre, triste, agitada. Sem deixar a perspectiva das Quatro Nobres Verdades. Verdade do sofrimento, da origem do sofrimento, cessação do sofrimento e o caminho que realiza estas cessações.
   Com este pequeno execício diário você poderá perceber a compaixão que carrega sem nunca ter percebido.
   Lembre-se este é apenas um pequeno exercício, não substitui nosso Zazen de todo dia.

domingo, 16 de dezembro de 2012

Sabedoria






"...Na hora do seu nascimento, a sabedoria não existia.
Na hora da sua morte, ela não desaparecerá. Do ponto de vista do estado búddhico, ela não aumenta. Do ponto de vista dos sentidos, não diminui."

      Koun Ejo
      Fonte: Sangha Margha
      Imagem:  Banco de Imagenes Gratis .Com

terça-feira, 20 de novembro de 2012

O que significa experimentar minha própria indelicadeza?


 




"...O que significa experimentar minha própria indelicadeza? Primeiro, uma observação impessoal e sem julgamentos de meus pensamentos indelicados é necessária - sem nenhuma análise, apenas atenção pura. Segundo, devo experimentar diretamente a tensão corporal que é o espelho exato de meu pensamento separador, meu medo. Neste experimentar, neste samadhi de não-pensamento, eu sou os outros e a gentileza é a minha verdadeira natureza. Mais e mais eu vejo meus próprios pensamentos indelicados como o sonho que são (e vejo também que meus ideais são os filhos deste sonho).

Nesta prática ou zazen, nossa experiência do que nossa vida é devagar clareia, e mais e mais sua expressão natural é a gentileza e a compaixão.

Fácil? Nem um pouco. Achamos difícil de fato nos afastar de nosso falso desejo por um ideal (sempre envolvendo julgamento sobre nós e os outros) e praticar com a experiência direta de nossa vida neste exato momento. Mas em nome de nossos votos de fidelidade a toda a vida, apenas fazemos, pacientemente e com determinação."

Monja Charlotte Joko Beck

Texto completo: Ideais, http://www.budismosimples.kit.net/textos/ideais.htm


Imagem:  http://www.bancodeimagenesgratis.com/search/label/Beb%C3%A9s

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Vida



Imagem

  "Nossa vida é um brilho que vem e se vai,
      Como a primavera oferece flores a desvanecer-se na queda sobre a terra, florescer e cair. Ó amigos, não tenham medo.
      Nós somos apenas uma gota de orvalho sobre a grama da manhã! "
                          
                                             Van-Hanh



domingo, 28 de outubro de 2012

Oração da Paz







Ó mestre, fazei-me instrumento de vossa paz.
Onde houver ódio, que eu leve o amor;
Onde houver ofensa, que eu leve o perdão;
Onde houver discórdia, que eu leve a união;
Onde houver dúvida, que eu leve a fé;
Onde houver erro, que eu leve a verdade;
Onde houver desespero, que eu leve a esperança;
Onde houver tristeza, que eu leve a alegria;
Onde houver trevas, que eu leve a luz.
Ó Mestre, Fazei que eu procure mais
Consolar, que ser consolado;
compreender, que ser compreendido;
amar, que ser amado.
Pois, é dando que se recebe,
é perdoando que se é perdoado,
e é morrendo que se vive para a vida eterna.

Texto: Apesar deste texto ser atribuído a São Francisco de Assis ele é considerado anônimo. Surgiu no começo do século XX em 1912.
    Para mim não diminui a profundidade desta obra, nem mesmo a atualidade.

Imagem: Banco de Imagenes Gratis .Com

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Nada existe?

  

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    Yamaoka Teshu quando era um jovem estudante Zen, Passou por vários mestres, até que encontrou Dokuon.
     Na sua primeira entrevista com o novo mestre, resolveu mostrar o quanto já sabia.
    "A mente, Buda, e todos os seres não existem. A verdadeira natureza dos fenômenos  é vazia. Não há realização, nenhum sábio, nenhuma mediocridade. Não Há o que dar e tão pouco o que receber."
    Dokuon que estava fumando pacientemente, não disse nada. Simplesmente, acertou Yamaoka na cabeça com seu longo cachimbo de bambu. O jovem ficou irritadíssimo, gritando xingamentos.
    "Se nada existe de onde veio toda essa sua raiva? , perguntou o mestre."   

Texto do livro: Pocket Zen de Bruno Pacheco
Imagem: Banco de Imagenes Gratis .Com

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Mestre Hobsbaw


 http://www.amambainoticias.com.br/media/images/6379/30955/tmp/wmX-341x256x3-5069d36f2150c854276c2c395d557d8ca5bffc5259def.jpg



   O mundo perde um grande sábio.


"Sabemos que por trás da opaca nuvem de nossa ignorância e da incerteza de resultados detalhados, as forças históricas que moldaram o século continuam a operar. Vivemos um mundo conquistado, desenraizado e transformado pelo titânico processo econômico e tecnocientífico do desenvolvimento do capitalismo que dominou os últimos dois ou três séculos. Sabemos, ou pelo menos é razoável supor, que ele não pode seguir ad infinitum. O futuro não pode ser uma continuação do passado, e há sinais, tanto externamente como internamente, de que chegamos a um ponto de crise histórica. As forças geradas pela economia tecnocientífica são agora suficientemente grandes para destruir o meio ambiente, ou seja as fundações materiais da vida humana. As próprias estruturas das sociedades humanas, incluindo mesmo algumas das fundações sociais da economia capitalista, estão na eminência de serem destruídas pela erosão do que herdamos do passado humano. Nosso mundo corre o risco de explosão e implosão. Tem de mudar".

Hobsbaw, Eric: “A Era dos Extremos”.


obrigado mestre por teus ensinamentos

domingo, 23 de setembro de 2012

E a Prática?

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  Em um belo dia de aula sobre conceitos budistas.....
    
   "Professor, de novo esta história de Quatro Nobres Verdades, isto é coisa para iniciantes, eu já sei tudo isto, sofrimento, causas.... blablabla... . Vamos avançar neste negócio."
O professor responde.
    "Bem, já que você compreende tão bem, nos brinde de que maneira você aplicou estes conceitos apenas no dia de hoje, quero dizer: onde e como você os praticou?"
O aluno replicou.
   "Mas professor; só entender já não está bom?"

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terça-feira, 7 de agosto de 2012

Luz

  


 Quando a Luz atinge o fundo da escuridão, explode em cores que antes achávamos inexistente ou morta.



Imagem:  Spitzer da NASA 

domingo, 5 de agosto de 2012

Tranquilo


Tranquila
Levo a vida tranquila
Não tenho medo do mundo
Não vou me preocupar
Tranquila
Levo a vida tranquila
Não tenho medo da morte
Não vou me preocupar
Que passe por mim a doença
Que passe por mim a pobreza
Que passe por mim a maldade, a mentira e a falta de crença
Que passe por mim olho grande
Que passe por mim a má sorte
Que passe por mim a inveja, a discórdia e a ignorância
Tranquila
Levo a vida tranquila
Que me passe
A doença que me passe
A pobreza que me passe
A maldade que me passe
Olho grande que me passe
A má sorte que me passe
A inveja que me passe
A tristeza da guerra
Tranquila
Levo a vida tranquila


Autora: Thalma de Freitas

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Zazen 2




“O Zazen é um mundo desprovido de sentimentos de procura, de busca. É a eliminação dos desejos de recompensa, das expectativas de proveito, de ganho e de lucro. Penetramos no que existe antes de considerarmos perdas e ganhos.
Não se busca nem mesmo a sabedoria. Eliminam-se todos os sentimentos de pedir, querer, mendigar. Apenas sentados.
A isto o mestre chama de 'zazen que não serve para nada'. ”

Shundô Aoyoma Rôshi

texto do livro: Para uma Pessoa Bonita – Contos de uma mestra Zen.

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Construir caminhos



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O melhor é compreender a si mesmo; então você compreenderá tudo. Assim ao se empenhar em realizar seu próprio caminho, você ajudará outros e será ajudado por outros.
  Antes de construir seu próprio caminho, você não pode ajudar ninguém e ninguém pode ajuda-lo.

Shunryu Zuzuki
Do livro: Mente Zen Mente de principiante
Imagem: http://www.bancodeimagenesgratis.com/

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Dependência e Vazio



"...Todas as coisas e eventos, sejam conceitos materiais, mentais ou mesmo abstratos como o tempo, são destituídos de existência objetiva, independente. Tal existência independente, intrínseca, implicaria que as coisas e os eventos são de alguma forma completos em si próprios e, portanto, estão inteiramente auto contidos. Isto significaria que nada tem capacidade de interagir com e exercer influência sobre os outros fenômenos. Mas sabemos que existe causa e efeito; gire uma chave de partida, os plugues de faísca se inflamam, o motor liga e a gasolina e o óleo são queimados. Num universo de coisas auto contidas inerentemente existentes, estes eventos nunca ocorreriam. Eu não poderia escrever no papel e o leitor não seria capaz de ler as palavras nesta página. Portanto já que interagimos e fazemos trocas recíprocas, devemos supor que não somos independentes, embora possamos sentir ou intuir que sim..."

 De Sua Santidade Dalai Lama.
 Do livro, O Universo em um Átomo.

Imagem: Banco de Imagenes Gratis .Com

terça-feira, 8 de maio de 2012

Onde está o Universo?




"Poderia viver encerrado numa casca de noz e julgar-me o rei do espaço infinito, não tivesse eu sonhos atormentados"
Shakespeare




Imagem: All Content © 2006 — 2010 Stephen Blackstone,  Uppercase (Alphabet Series #2-U) - October 30, 2010

terça-feira, 10 de abril de 2012

A Saga do Herói


  
  
   "Não precisamos correr sozinhos o risco da aventura, pois os heróis de todos os tempos a enfrentaram antes de nós. O labirinto é conhecido em toda sua extensão.
   Temos apenas de seguir a trilha do herói, e lá onde temíamos encontrar algo abominável, encontramos um deus. E lá onde esperávamos matar alguém, materemos a nós mesmos. Onde imaginávamos viajar para longe, iremos ter ao centro da nossa própria existência. E lá onde pensávamos estar sós estaremos na companhia do mundo todo"

Joseph Campbeell


Imagem: Banco de Imágenes Gratis .Com

sábado, 31 de março de 2012

terça-feira, 20 de março de 2012

Agulha e o Mestre

 

 
   
    Havia um mestre Zen que tinha um discípulo muito fervoroso,  que considerava o seu mestre como um Buda vivo. 
    Um dia este mestre sentou numa agulha e gritou de de dor, "Aiiii", dando um pulo. O discípulo assistindo a cena perdeu imediatamente toda toda fé que havia depositado em seu mestre.  
Saiu dizendo que estava desapontado em descobrir que seu mestre não era totalmente iluminado. Se fosse iluminado não sairia gritando e pulando daquela forma. 
   O mestre ficou triste ao perceber que seu discípulo o deixaria e disse: "Que tristeza! Pobre homem! Se ele ao menos soubesse que na realidade nem eu, nem a agulha, nem o 'ai' jamais existiram".


Texto adaptado do livro: O Livro Tibetano do Viver e do Morrer, de Sogyal Rinpoche

sábado, 3 de março de 2012

Desejo e dor



Toda a alegria que há neste mundo
Vem do desejo de que os outros sejam felizes,
E toda dor que há neste mundo
Vem do desejo de que eu mesmo seja feliz


Shantideva

Imagem: museum.oglethorpe.edu     -  Indian Teachers - Shantideva Tibet 1800 - 1899. Buddhist lineage

sábado, 25 de fevereiro de 2012

O QUE É UM RETIRO ZEN DE SILÊNCIO?

  


   Para muitas pessoas que não estão familiarizadas com retiros de silêncio, a primeira impressão pode não ser das mais agradáveis.
   Primeiro que um retiro espiritual não é necessariamente um descanso para o corpo ou mesmo para a mente. Para o Zen a mente deve sempre estar atenta ao momento presente, não importando o que você esteja fazendo, uma oração, lavando uma louça ou varrendo o chão; o importante é não divagar em pensamentos perdendo-se do presente, e isto requer um grandioso esforço pois nossa mente tem a tendência de estar sempre fugindo da realidade.
   A segunda questão é que o silêncio nos obriga a ficarmos atentos as necessidades dos outros e não apenas cuidar do meu "euzinho". O comunitário é mais importante, o servir é mais importante que ser servido e faz parte da prática zen o servir e isto também cansa para quem não está acostumado.
  Terceiro que o Zazen também não é uma tarefa fácil, principalmente  para iniciantes; o corpo fica dolorido e a mente cansada.
   Para que tudo isto?
   A felicidade de ajudar todos os seres com sua prática.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Realização

 


    Um grande mestre do século passado tinha um discípulo que era muito obtuso. O mestre ensinou-lhe as mesmas coisas muitas e muitas vezes, tentando introduzi-lo à natureza da sua mente, mas foi inútil. A final o mestre ficou sem opções e lhe disse: "Olhe, quero que leve este saco de cevada até o alto daquela montanha ali. Mas você não deve parar para descansar. Continue simplesmente subindo até chegar ao alto".  
    O discípulo era um homem simples, mas possuía uma inabalável devoção e confiança em seu mestre, de modo que fez exatamente o que lhe foi recomendado. O saco era pesado; pegando-o partiu montanha acima, não ousando parar. Simplesmente seguiu e seguiu. O saco foi ficando cada vez mais pesado. Demorou um tempão. Por fim, ao chegar ao alto da montanha ele jogou o saco no chão. Atirou-se no chão dominado pela exaustão mas profundamente relaxado. Sentia a brisa fresca da montanha em seu rosto. Toda sua resistência se dissolvera, e com ela sua mente ordinária. Tudo parecia ter parado. Naquele exato instante ele de súbito obteve a realização da natureza de sua mente. "Ah era isto que meu mestre esteve mostrando todo o tempo", pensou. Desceu correndo a montanha e contrariando todas as convenções , invadiu o quarto do mestre.

   - "Acho que agora pesquei....Pesquei mesmo!"
   Seu mestre lhe sorriu como quem sabe das coisas: "Então a subida da montanha foi interessante, não foi?"  

Texto retirado do livro: O Livro Tibetano Do Viver E Do Morrer, Sogyal Rinpoche
Imagem: http://joseluisavilaherrera.blogspot.com/

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Vela apagada, ilumina

 


 
   Tokusan estudava Zen com o mestre Ryutan. Uma noite de inverno, Tokusan procurou Ryutan em seu quarto para lhe fazer um monte de perguntas sobre o sentido do Zen e da meditação. Ryutan ouviu e respondeu pacientemente todas as perguntas do jovem estudante, até que o mestre mandou o discípulo embora, dizendo que já era muito tarde.
"Já é tarde da noite, por que você não se retira?", perguntou Ryutan educadamente.
   Tokusan fez reverência e, ao abrir a porta, percebeu que já era alta noite e estava muito escuro lá fora Ryutan entregou uma vela para que o estudante pudesse encontrar o caminho de volta para o dormitório dos monges.
   Assim que recebeu a vela das mãos do mestre, Ryutan assoprou-a, deixando os dois na mais perfeita escuridão.
   Nesse exato momento, Tokusan atingiu a iluminação.



Texto retirado do livro: Pocket Zen, de Bruno Pacheco.