segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Férias


As postagem irão diminuir pois entrarei de férias, e dependendo do lugar não terei acesso.
Um 2011 com muita paz e sabedoria

Até, Gassho



Imagem: Banco de Imagem Gratuita

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Pablo Neruda

Nós, os que percebemos, tocamos os metais, o vento, as margens do oceano, as pedras, sabendo que seguirão, imóveis ou ardentes, e eu fui descobrindo, dando nome as coisas:
foi meu destino amar e despedir-me.


Texto de: Aún; Pablo Neruda

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Esperança




Espero que neste Natal todos os seres comecem um esforço de evitarem uma mente discriminatória.
Que desenvolvam uma profunda e completa compaixão por tudo.
Com um ano de 2011 repleto de Sabedoria



Imagem: Banco de Imagem Gratuitas; "fotofronteira"

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

O Silêncio e a Pedra


Em um retiro de silêncio no Templo Taikanji percebi que o mundo faz muito barulho desnecessariamente, falamos de mais e sem motivos e geralmente dos outros, é quase uma compulsão. Sem dúvida ficar em silêncio, com várias atividades programadas e pessoas em volta, estava me tirando da zona de conforto. Para um professor de História que passa no mínimo seis horas falando por dia, ficar sem falar é um choque, meu corpo e mente não sabiam o que estava acontecendo. Tinha que ensinar minha mente que aquilo também estava correto. Quem me salvou deste desconforto foi uma pedra. Fiquei olhando para aquela pedra que trazia tantas informações, como tempo de formação, tipo de terreno, quantidade de anos, enfim uma simples pedra nos traz uma infinidade de informações . Uma única pedra pode conter a história de toda uma era, mas ela mesma não diz uma só palavra, e ao mesmo tempo não esconde nada, basta olha-la, percebe-la, então minha mente entendeu. Para minha mente ocidental e egocêntrica, tudo dever ser explicado, dito, falado, escrito, provado, filmado.... O importante não é a quantidade de palavras, pois elas podem nos levar a grandes ilusões. Será que conheço todas as minhas camadas históricas como conheço das pedras e fósseis, quantos anos tenho, quantas eras? Percebi que só no silêncio da meditação poderei me tornar uma "pedra", minha grande mestra do silêncio.



Imagem: Banco de Imagens Gratuitas, "Pedra"

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Programação de dezembro e Ano Novo do Templo Taikanji

5/12 (domingo)Zazenkai (dia de Zazen) com AZC em sua nova sede em Campinas

Custo: R$ 40,00 e R$ 30,00 para membros

Informações: zencampinas@uol.com.br

8/12 (4ª fª) - Iluminação de Buda Xaquiamuni.

Local: Templo Taikanji, em Pedra Bela, SP

Horário: 10h às 15h

Custo: Doação espontânea. Levar um prato de comida.

Programa: Dois períodos de Zazen, Kinhin e Jodo-e (cerimônia pela iluminação de Buda)

12/12 (domingo)Mutirão para o plantio de 150 árvores nativas diversas

Local: Templo Taikanji, em área degradada e de recomposição florestal.

Horário: das 8h às 17h

Custo: Doação livre para compra das mudas e manutenção.

Programa: Iremos aproveitar o início das chuvas da primavera para recuperar uma área degradada de pasto, plantando essências florestais diversas como Sibipirunas, Paus-Ferro, Ipês, Paineiras, Aroeiras, Jequitibás, Ingás, Jatobás etc.

Ir com roupa de trabalho. Também podem participar crianças de todas as idades.

Ano Novo

Local: Templo Taikanji

Dia 31/12/2010 (6ª fª) – Passagem de ano

Horário: 23h à 01h

Custo: Doação sugerida R$ 50,00.

Programa: Zazen e 108 toques do sino. Celebração. Jantar de macarrão tradicional japonês (Somen) com molho especial. Pernoite no templo (levar roupa de cama).

Dia 01/01/2011 (sábado) – Cerimônia de boas-vindas e cerimônia do chá.

Horário: 9 h as 12 h

Custo: Doação espontânea

Programa: Cerimônia religiosa de boas-vindas do novo ano, seguida de cerimônia do chá, sob orientação do professor Toshi Tanaka.

Dia 01/01/2011 – Caligrafia Japonesa com pincel (Shodo)

Horário: 16 h as 18 h

Custo: Doação espontânea que será entregue como agradecimento ao professor Toshi, pelas despesas com material e transporte.

Obs: Em todos os eventos, peço para confirmar presença com antecedência. Tel (11) 9555-2378

E-mail: enjo@zengarden.com.br e outras informações: www.zengarden.com.br

domingo, 28 de novembro de 2010

Consciência

Sempre que você estiver agindo inconscientemente, pare, não seja um robô, não haja a partir do ego. Tome uma xícara de chá, acorde e então haja com consciência.


Osho

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

ZAZENKAI COM ORIENTAÇÃO DO MONGE ENJO

A Associação Zen de Campinas anuncia a atividade que segue

ZAZENKAI COM ORIENTAÇÃO DO MONGE ENJO

5 de dezembro de 2010

  • Local: Nova sede da AZC, à R. Dez de Setembro, 130 – Centro – Campinas – SP.
  • DATA: domingo, 5 de dezembro, com chegada às 8h30min e encerramento às 17h30min.
  • informações / INSCRIÇÕES: até 3 de dezembro, pelo e-mail zencampinas@uol.com.br. Vagas limitadas!
  • CONTRIBUIÇÃO: R$40,00 – para visitantes; R$30,00 – para membros da associação (inclui almoço e chá). A contribuição deve ser feita antecipadamente, diretamente na sede da AZC, ou por depósito bancário, obtido através do e-mail acima. Em caso de desistência, o valor antecipado não poderá ser devolvido.
  • Atenção: Os que têm restrições alimentares devem informá-las. Os interessados que nunca praticaram zazen, devem antes nos contatar para receber instruções.
  • O QUE É UM ZAZENKAI: ZAZENKAI literalmente significa "vir junto para a meditação". É um retiro zen-buddhista de menor intensidade e de duração mais curta do que um sesshin. Além de meditação Zen (Zazen) e outras atividades, os participantes assistem à palestra-dharma do monge responsável.
  • REGRAS DO ZAZENKAI: Usar roupas discretas, leves e folgadas, de preferência na cor preta para o zazen e confortáveis e discretas para o Samu (trabalho comunitário) e trazer chinelos para uso dentro das instalações (exceto zendô). Poderão ser utilizados zafus próprios. Manter silêncio rigoroso e atenção nas atividades durante toda a duração do zazenkai. Em caso de necessidade, ou para sanar dúvidas quanto às tarefas a serem realizadas, dirigir-se somente aos responsáveis. Por favor, ao chegar, desligue o seu celular. Solicitações para deixar o celular no modo "receber somente mensagens" em caso de urgência, serão avaliadas.

Que todos possam se beneficiar. Aguardamos sua participação e boa prática!

Para saber mais sobre o Monge Enjo: http://www.zengarden.com.br/monge_enjo

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Não Podemos Esquecer

Por favor, ajudem-nos a trazer os direitos humanos e a democracia na Birmânia. Ir para: http://www.burmacampaign.org.uk/


O verdadeiro desastre na Birmânia é o Governo
Por Aung San Suu Kyi
00:40
Assista ao nosso vídeo novo que caracteriza grande campanha Ricky Gervais.

Na sequência do devastador ciclone Nargis que atingiu Mianmar em 2 de maio, mais de um milhão de pessoas estão desabrigadas, até 128 mil mortos.

Este desastre natural foi transformado em uma catástrofe feita pelo homem pelo regime brutal da Birmânia. Eles bloquearam a ajuda internacional e deixou milhares sem abrigo, comida ou remédios. O verdadeiro desastre na Birmânia é o governo.

A Birmânia é governada por uma das ditaduras mais brutais do mundo. Ele persegue implacavelmente, aprisiona e tortura direitos humanos e militantes da democracia. Milhares de homens, mulheres e crianças são usadas como mão de obra escrava.




sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Lançamento de livro: “A vida compassiva – Compaixão”

Lançamento de livro: “A vida compassiva – Compaixão” pela editora Pragmatha


Sessão de lançamento, pela editora Pragmatha, do livro “A vida compassiva – Compaixão”, da Monja Isshin, acontece no dia 03 de novembro, com palestra, a partir das 19 hs, na Livraria Palavraria, em Porto Alegre.

A monja zen budista americana e naturalizada brasileira Isshin Havens, em Porto Alegre há quatro anos, ingressa no mercado editorial pela gaúcha Pragmatha. A obra “A vida compassiva – Compaixão”, em formato ecológico (papel recicladoe apenas grampeado, sem a utilização de cola), aborda questões como o que écompaixão, o valor dela na sociedade contemporânea e como podemos cultivá-la. A perspectiva da abordagem, segundo a monja, é a de que a prática da compaixão constitui um caminho espiritual independente de religiões.

O primeiro de uma série de cinco sobre o tema, o livro está dividido nos capítulos A noite escura da alma, Surfar nas ondas da vida, O Ego, e Compaixão é sentir com amor, e pode ser adquirido na Livraria Palavraria, em Porto Alegre, ou pelo e-mail e-mail (através da caixa de mensagem abaixo).

A monja Isshin Havens é orientadora espiritual das Sangas Águas da Compaixão, Aikikai e Energia Harmoniosaa, em Porto Alegre, e da Sanga Soto Zen de Pelotas. É palestrante da Universidade Falada, colaboradora/palestrante da Unipaz-Sul, membro-colaboradora do Colegiado Buddhista Brasileiro e parceira no Charter for Compassion (grupo interreligioso internacional) através da Sanga Águas da Compaixão.

Seu treinamento como monja da tradição japonesa de Soto Zen Budismo iniciou em São Paulo, onde recebeu ordenação de sua professora, Monja Coen, dando continuidade à sua prática em mosteiros do Japão e Estados Unidos. Atualmente é também aluna do Dôshô Saikawa Roshi, Superintendente (Sôkan) da Escola Soto Zen para a América do Sul.

Lançamento
A sessão de lançamento acontece no dia 03 de novembro, a partir das 19hs, na Livraria Palavraria, em Porto Alegre (Vasco da Gama, 165). Durante o lançamento, a monja fará uma pequena palestra sobre o tema do livro.

SERVIÇO
Título: A vida compassiva – Compaixão
Editora: Pragmatha
ISBN: 978-85-62310-20-1
Site: http://monjaisshin.wordpress.com/
Preço: R$ 10,00 (na Palavraria)
R$ 15,00 (pelos correios)
Lançamento: 03/11/2010
Local: Livraria Palavraria
Endereço: Vasco da Gama, 165, Porto Alegre/RS
Telefone (51) 3268 42 60

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Diariamente Simples





Composição: Nando Reis




Para calar a boca: rícino

Pra lavar a roupa: omo

Para viagem longa: jato

Para difíceis contas: calculadora

Para o pneu na lona: jacaré

Para a pantalona: nesga

Para pular a onda: litoral

Para lápis ter ponta: apontador

Para o Pará e o Amazonas: látex

Para parar na Pamplona: Assis

Para trazer à tona: homem-rã

Para a melhor azeitona: Ibéria

Para o presente da noiva: marzipã

Para Adidas: o Conga nacional

Para o outono, a folha: exclusão

Para embaixo da sombra: guarda-sol

Para todas as coisas: dicionário

Para que fiquem prontas: paciência

Para dormir a fronha: madrigal

Para brincar na gangorra: dois

Para fazer uma touca: bobs

Para beber uma coca: drops

Para ferver uma sopa: graus

Para a luz lá na roça: duzentos e vinte volts

Para vigias em ronda: café

Para limpar a lousa: apagador

Para o beijo da moça: paladar

Para uma voz muito rouca: hortelã

Para a cor roxa: ataúde

Para a galocha: Verlon

Para ser "mother": melancia

Para abrir a rosa: temporada

Para aumentar a vitrola: sábado

Para a cama de mola: hóspede

Para trancar bem a porta: cadeado

Para que serve a calota: Volkswagen

Para quem não acorda: balde

Para a letra torta: pauta

Para parecer mais nova: Avon

Para os dias de prova: amnésia

Para estourar pipoca: barulho

Para quem se afoga: isopor

Para levar na escola: condução

Para os dias de folga: namorado

Para o automóvel que capota: guincho

Para fechar uma aposta: paraninfo

Para quem se comporta: brinde

Para a mulher que aborta: repouso

Para saber a resposta: vide-o-verso

Para escolher a compota: Jundiaí

Para a menina que engorda: hipofagin

Para a comida das orcas: krill

Para o telefone que toca

Para a água lá na poça

Para a mesa que vai ser posta

Para você, o que você gosta:

Diariamente.


Esta composição é muito Zen

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

O que seria milagre?




O mestre Bankei Foi convidado a falar no templo de uma outra escola.
Um sacerdote desta escola que acredita na salvação pela repetição do nome de Buda, interrompeu a palestra e começou a discutir com Bankei.

"O fundador de nossa escola tinha poderes tão milagrosos que, segurando na mão um pincel de um lado de um rio, era capaz de escrever sobre um papel na outra margem", gabou-se o sacerdote.

"Tu serias capaz de tal prodígio?", perguntou ao mestre para provocar.

Mas Bankei não se intimidou.

"Talvez teu mestre tenha estes truques, mas o Zen funciona de outro modo. O único milagre que faço é: Quando tenho fome, como. Quando tenho sede, bebo. E quando tenho sono, durmo", respondeu Bankei.


Texto do livro Pocket Zen de Bruno Pacheco
Imagem: Mosteiro Budista de Taktsang - Butão

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Retiro Zen de meditação e silêncio

Retiro Zen de meditação e silêncio

“A prática diária da atenção plena”

De 13 a 15 de novembro de 2010

Aproveite este feriado para aprofundar seus conhecimentos sobre o Zen!

Mergulhe nesta sabedoria através das práticas de Zazen (Meditação Zen), Kinhin (Meditação andando) e Yoga, acompanhados de alimentação vegetariana balanceada, no belo Taikanji, Templo Zen Budista da Grande Compaixão, um santuário situado em meio à Serra da Mantiqueira, em Pedra Bela, SP.


Programação diária:

Zazen, 6 períodos de 30 min.

Yoga, 2 práticas de 1h15

Budismo, 2 palestras

Obs: Todas ás práticas serão realizadas em silêncio

Inscrições mediante depósito

O valor para os três dias, que inclui a estadia, as práticas e todas as refeições,

é de R$ 255,00.

Para inscrições realizadas até o dia 26/10/2010,

o valor com desconto é de R$ 230,00.

Para mais informações e dados para depósito, entre em contato com o Monge Enjo pelos telefones (011) 9555-2378 ou (011) 2473-0912 (somente às segundas e terças-feiras)
Florada das cerejeiras no templo

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Felicidade não é prazer

Encontrei este vídeo no blog do Flávio, qual recomendo: http://zafu.blog.br/ .
Estava querendo escrever algo sobre prazer e felicidade, quando encontrei este vídeo. Espero que gostem, vocês podem escolher a tradução mais adequada.
Gasshô

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Palestra sobre o Zen

Palestra

(Com tradução simultânea)

Monge Tanaka Seigen

(Missionário oficial da Escola Soto Zen do Japão)

Templo Yakuoji, Hokkaido, Japão

Dia 15 de Outubro de 2010, (6ª fª) ás 19h

Associação Nippo de Bragança

Av. Nippo-Brasileira, 340 (Jd. América)

Custo: doação espontânea

Maiores informações: 011 9555-2378 c/ Monge Enjo

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

'Evoluídos' sentem raiva só por um minuto

'Evoluídos' sentem raiva só por um minuto
Por Emilce Shrividya
As escrituras do yoga dizem que uma pessoa evoluída conserva sua raiva por um minuto; uma pessoa comum conserva-a por meia hora e uma pessoa ainda não evoluída conserva sua raiva por um dia e uma noite. Mas uma pessoa cheia de mágoas lembra-se da sua raiva até morrer.

É humano sentir raiva, faz parte de nossa evolução, mas devemos esquecê-la rapidamente. Não devemos alimentá-la nos lembrando dela, nem remoendo acontecimentos passados, porque a raiva causa uma grande inquietude interior.

Somos as primeiras vítimas de nossa própria raiva. Ela nos queima por dentro, tirando nossa paz; obscurece nossos pensamentos, distorce nossas percepções.

A raiva acumulada, guardada um pouco aqui e ali, nos prejudica muito e nos afasta de Deus, de nossa verdadeira essência divina, de nossa bondade e compaixão.

As pessoas pensam que alguém ou algo lhes provoca raiva, mas essa raiva já existe dentro delas, é criada e mantida por elas. Se você sente raiva, não pode culpar a ninguém a não ser você mesmo.


Seis tipos de pessoas são tristes

No grande poema épico indiano, Mahabharata é dito:

"Seis tipos de pessoas são tristes:
- Aquelas que têm inveja dos outros
- Aquelas que odeiam os outros
- Aquelas que estão descontentes
- Aquelas que vivem da fortuna dos outros
- Aquelas que são desconfiadas
- Aquelas que têm raiva"
Verdadeiramente, é a raiva que produz as outras cinco condições que causam a tristeza.
E esta raiva assume muitas formas, muitas facetas como: aflição, ressentimento, contrariedade, mau humor, aspereza, animosidade, explosões de raiva, ira, rancor, crises de choro e soluço. Muitas vezes, as lágrimas não são sinais de fraqueza, mas a força da raiva.

A raiva envenena corpo e mente
Ataques de raiva e de mau humor produzem danos sérios nas células do cérebro, envenenam o sangue, causam insônia, depressão e pânico; suprimem a secreção dos sucos gástricos e da bílis nos canais digestivos, criando gastrites e úlceras, esgotam a energia e vitalidade, causam problemas cardíacos, provocam velhice prematura e encurtam a vida.
Quando você se zanga sua mente fica perturbada e isto reflete em seu corpo que sente distúrbios. Todo o sistema nervoso se agita e você se enerva, perdendo a harmonia, a eficiência de agir, o vigor e o entusiasmo.
A raiva é uma energia poderosa que precisa ser dissolvida para que você possa ser mais livre e saudável.
Colocar a raiva para fora apenas agrava esta emoção negativa e a faz crescer ainda mais. Se deixarmos isto sem controle, expressando nossa raiva cada vez mais, ela não vai se reduzir e sim aumentar, gerando mais dor e inquietude para nós.

Aprenda a lidar com a raiva

É necessário aprender a lidar com a raiva e nos livrar de seus efeitos negativos tanto físicos, mentais e espirituais.

Como o desejo está muito ligado à raiva, é importante quando sentimos raiva perguntar a nós mesmos o que queremos desta situação que não estamos conseguindo. Isto cria uma mudança em nosso foco. E em vez de ficarmos presos na raiva, nós a observamos. E logo depois, podemos perguntar a nós mesmos de que outra maneira podemos conseguir o que queremos. E podemos perceber que idéias alternativas surgem na mente e isto melhora nossa frustração e diminui a raiva.

Existem pessoas que gostam de ficar com raiva. Sentem satisfação, poder e liberdade quando têm explosões de raiva. Acham que até aliviam as tensões, mas depois se culpam e lutam para controlar isso. Ajudaria muito se elas entendessem que mesmo que possam sentir alívio no momento, isto não funciona. A raiva apenas escraviza, e é prejudicial tanto fisicamente, psicologicamente e espiritualmente.

Porém existem momentos que a raiva é incontrolável e nem temos tempo de nos fazer perguntas sobre o que queremos. Nesses momentos, não é possível sentir desapego, ficamos presos completamente. O que podemos fazer?
A melhor saída

A melhor saída é sair da situação, dar uma volta, se afastar do ambiente ou da pessoa, tomar um copo de água, respirar algumas vezes profundamente, lembrar-se de Deus, do mantra.

Depois quando nos acalmarmos, podemos voltar e lidar com o assunto de uma maneira mais equilibrada, sem ofender e magoar os outros; sem nos desequilibrar.

Quando falamos de uma maneira tranquila sem raiva, o outro pode até nos entender e ouvir melhor, mas quando falamos com raiva só criamos mais conflitos e desarmonia.

Para se afastar no momento da discussão ou apenas ficar calado até se acalmar é necessário humildade. Quando estamos com muita raiva, queremos que a outra pessoa admita que está errada e isto é orgulho. Esse orgulho impede que nos acalmemos. Mas se você admitir que dissolver a raiva é mais importante do que provar que o outro está errado, você sente a humildade que lhe liberta da tirania da raiva.

Todos os inimigos internos alimentam uns aos outros e se estamos presos no orgulho é mais difícil lidar com a raiva. A humildade nos ajuda a testemunhar o que está acontecendo dentro de nós.

Em vez de guardamos raiva por horas, ou dias, podemos largá-la logo e evitar assim muitos momentos de sofrimento. Basta não alimentarmos essa raiva, não remoendo e lembrando acontecimentos passados. Se voltarmos nossa atenção para outras coisas e para o momento presente, ficamos livres da raiva e podemos ter momentos felizes.

A raiva acumulada desde a infância gera a depressão que tira a alegria de viver. Hoje em dia muitos médicos receitam remédios para depressão que podem até aliviar um pouco os sintomas, mas enquanto a pessoa não for na causa verdadeira da depressão, ela vai ficar sempre dependente e triste, pois depressão é uma doença da alma.

Como diz a Bhagavad Gita, uma escritura do Yoga:
Aquele que é capaz de suportar, aqui na terra, a agitação que resulta do desejo e da raiva, é disciplinado; ele é verdadeiramente um homem feliz.[5:23]

Cultive emoções positivas
Porém não podemos nos libertar da raiva simplesmente suprimindo-a. É necessário cultivar com constância os antídotos da raiva: a tolerância e a paciência.

Perceba em sua vida os efeitos benéficos da tolerância e da paciência e perceba também os efeitos destrutivos e negativos da raiva, dos ressentimentos e mágoas.

Contemplação e conscientização vão lhe motivar a desenvolver esses sentimentos de tolerância, paciência e aceitação além de fazer com que você tenha mais cuidado em não alimentar pensamentos de raiva.

Para ficarmos livres desse inimigo interno tão destrutivo que surge de uma mente insatisfeita e descontente, é essencial gerar o contentamento interior, a gratidão e o entusiasmo; cultivar a bondade, a benevolência e a compaixão. Isto vai produzindo serenidade mental que impede a raiva de se manifestar.

A prática regular da meditação nos ajuda muito a dissolver a raiva e transformá-la em paciência, aceitação, e o perdão surgirá espontaneamente. Com o perdão podemos abandonar os sentimentos negativos associados aos acontecimentos passados nos livrando das sensações de raiva e ressentimentos.

Baba Muktananda, em seu livro Encontrei a vida, nos conta que certa vez perguntaram à grande santa Rabi'a:
- Você alguma vez sente raiva?
-Sim -replicou ela-, mas só quando me esqueço de Deus."
Contemple essas palavras e compreenda que ao lembrar-se de Deus, ao desenvolver virtudes divinas, não haverá espaço para a raiva em seu interior e assim, você poderá ser mais livre e feliz. Fique em paz!

Referências bibliográficas:
Encontrei a Vida- Muktananda, Swami- Ed. Vozes.
Lama, Dali-A arte da Felicidade-Ed. Martins Fontes.
Meu Senhor ama um coração puro- Chidvilasananda,Swami- Ed. Siddha Yoga Dham Brasil
Emilce Shrividya é professora de Hatha Yoga

sábado, 25 de setembro de 2010

O milagre


Dias maravilhosos em que os jornais vêm cheios de poesia...

E do lábio do amigo brotam palavras de eterno encanto...
Dias mágicos...
Em que os burgueses espiam,
Através das vidraças dos escritórios,
A graça gratuita das nuvens

Mario Quintana, do livro Nova antologia poética

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Um Conto Taoísta

Há um conto Taoísta sobre um velho fazendeiro que trabalhou em seu campo por muitos anos. Um dia seu cavalo fugiu. Ao saber da notícia, seus vizinhos vieram visitá-lo.
"Que má sorte!" eles disseram solidariamente.
"Talvez," o fazendeiro calmamente replicou. Na manhã seguinte o cavalo retornou, trazendo com ele três outros cavalos selvagens.
"Que maravilhoso!" os vizinhos exclamaram.
"Talvez," replicou o velho homem. No dia seguinte, seu filho tentou domar um dos cavalos, foi derrubado e quebrou a perna. Os vizinhos novamente vieram para oferecer sua simpatia pela má fortuna.
"Que pena," disseram.
"Talvez," respondeu o fazendeiro. No próximo dia, oficiais militares vieram à vila para convocar todos os jovens ao serviço obrigatório no exército, que iria entrar em guerra. Vendo que o filho do velho homem estava com a perna quebrada, eles o dispensaram.
Os vizinhos congratularam o fazendeiro pela forma com que as coisas tinham se virado a seu favor.
O velho olhou-os, e com um leve sorriso disse suavemente:
"Talvez."

Foi minha Amiga Hana quem mandou este conto:
http://hana-yama.blogspot.com/

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Estudar o Zen


"Estudar o Zen
é estudar a si mesmo.
Estudar a si mesmo
é se esquecer de si mesmo.
Esquecer de si mesmo
é estar uno com todas as coisas."

Mestre Dogen







Kanji: Zen

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Como regressa à vida?





Um monge perguntou ao mestre Kegon:
"Como regressa à vida cotidiana alguém que alcançou a iluminação?"
"As flores e as folhas caídas jamais retornaram ao seus antigos galhos", respondeu o mestre.



Dialogo retirado do livro: Pocket Zen, de Bruno Pacheco

Kanji: Renovação

terça-feira, 24 de agosto de 2010

A Morte não é Punição


Todos nós somos vítimas de percepções errôneas. Sinto que muitas pessoas acreditam que de alguma forma a morte não passa de uma punição. Punir criminosos, punir o corpo, se auto punir, talvez magoar outros através da morte, ficar longe de quem ama, perder algum privilégio nesta terra, saudades, ira, desespero, enfim algo inexplicável; terrível.
A outra forma de encarar a morte é o alívio de doenças, o descanso. O engraçado é não conseguirmos decidir direito o que pensar dela. Enxergamos a morte, ora alívio, ora punição. A morte é vista como: destruidora da vida, algo que deva permanecer longe da vida, fora da vida, alheia a vida.
No budismo onde tudo está conectado com tudo, vemos a morte como uma simples face da vida, não pode ser encarada como punição, ou redenção, é simplesmente a outra face de uma mesma moeda. Uma face não poderá existir sem a outra. Nada neste universo está fora destes elementos, (vida e morte), nada escapa disto.

Claro que sentiremos falta, teremos a dor da saudade, choro, tristeza.
Sem dúvida alguma, nosso sentimento se acalmará quando tivermos a convicção que não há morte ou nascimentos, apenas o fluxo constante da vida em movimento; em profunda e contínua transformação.


Kanji: Morte

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Quando meditamos

" Quando meditamos, nós praticamos olhar mais profundamente para que, com isto, consigamos trazer luz e clareza à maneira como vemos as coisas. Quando a visão de um não eu é alcançada, nossa ilusão é eliminada. Isto é o que chamamos de transformação. Na tradição budista, a transformação é possível por meio de compreensão profunda. O momento em que a visão de um não eu surge, a consciência chamada mana, a noção ilusória de um "eu sou", desintegra-se e então nos encontramos gozando de liberdade e felicidade neste exato momento."

Texto do livro: Corpo e Mente em Harmonia
Autor Thich Nhat Hanh

terça-feira, 27 de julho de 2010

Mais um dia


Mais um dia, somente mais um dia.
Nada para ser construído, nada.

Nada para ser destruído, nada.

Apenas o simples fato de viver.

Somente vida.

Com nascimentos.

Com envelhecimentos.

Com mortes.

Com sofrimentos.

Isto é a vida.

Respirar, atenção.

Respirar, viver.

Respirar, compaixão.

sábado, 24 de julho de 2010

Composição



E é sempre a chuva
nos desertos sem guarda-chuva,
algo que escorre, peixe dúbio,
a cicatriz, percebe-se, no muro nu.

E são dissolvidos fragmentos de estuque

e o pó das demolições de tudo
que atravanca o disforme país futuro.
Débil, nas ramas, o socorro do imbu.
Pinga, no desarvorado campo nu.

Onde vivemos é água. O sono, úmido,

em urnas desoladas. Já se entornam,
fungidas, na corrente, as coisas caras
que eram pura delícia, hoje carvão.

O mais é barro, sem esperança de escultura.


Carlos Drumond de Andrade



Composição

1967 - JOSÉ & OUTROS

sábado, 17 de julho de 2010

Nós somos a natureza


Muitas vezes ouço a seguinte frase: "temos que salvar a natureza", como se os seres humanos não fossem também a própria natureza. O ser humano e a natureza são na verdade a mesma coisa, um depende do outro.

"No instante de um pensamento,

Minha mente turbulenta chegou a um descanso.

O interior e o exterior,
Os sentidos e seus objetos,
São completamente lúcidos.

Em uma volta completa,
Esmaguei a grande vacuidade.

As dez mil manifestações
Surgem e desaparecem
Sem qualquer razão."


Han-shan

Texto retirado de: http://www.dharmanet.com.br/zen/
Imagens: Kids by - JandDphotography on deviantART





domingo, 11 de julho de 2010

Todo Ser é Pleno.


Todo ser humano é dotado de sua própria plenitude, mas na sociedade moderna ocidental este mesmo ser acredita que sua plenitude está em obter "coisas", ter orgulho de seus feitos para seu próprio benefício, ou ser o centro das atenções mesmo de maneira "negativa", desta maneira fica assim mais distante de quem ele realmente é como ser, matando a compaixão latente dentro dele paulatinamente, pois para a modernidade o ego é o caminho. Neste embate, ou desencontro, de seu ego com sua plenitude este ser vai se distanciando de sua felicidade, gerando sua própria infelicidade e de outros. Não percebemos que a EMPATIA pelo próximo é o eixo que transforma nosso espírito aprisionado pelo ego, em um espírito leve, livre e iluminado. Não tenho dúvidas que a compaixão é o caminho para plenitude e iluminação do ser, mas também sei que é um grande desafio. Como já disse o psiquiatra Neal D. Bernard: "a compaixão é mais difícil de ensinar do que anatomia". Muitos colegas meus da educação acreditam que o objetivo da mesma é gerar mentes poderosas, com grandes capacidades intelectuais, e esquecem que os construtores de armas nucleares eram mentes brilhantes, que tanques de guerra e aviões caças com velocidades estonteantes também foram desenhados por mentes poderosas. Estas mentes poderosas e brilhantes geraram e geram muita dor na humanidade, sem nenhuma compaixão. Mas sou um otimista. Em uma de minhas aulas sobre pré-história levei um fóssil de peixe de milhões de anos para ilustrar uma explicação; e como sempre acontece o fóssil causou o maior "frisom", dezenas de perguntas e a curiosidade a "mil", mas uma de minhas preciosas alunas com "pouca capacidade intelectual" começou a chorar, (pensei que ela estivesse assustada com o fóssil, ou o movimento barulhento da classe), quando perguntei o motivo do choro ela falou: "...ele deve ter sofrido muito para morrer desse jeito, e ninguém tá ligando, será que ninguém vê que ele morreu? ...tô triste só isso". Pensei comigo: "um ser que se compadece por um fóssil só pode ser iluminado". Depois do conselho sábio desda minha aluna, pedi para todos que fizessem silêncio e tratassem esta "pedra" (fóssil) como se fosse sagrada, com respeito, afinal foi um ser vivo e estava ajudando os seres humanos entender a vida. Definitivamente a vida plena está na compaixão.

Imagem: Banco de imagens grattuitas

segunda-feira, 28 de junho de 2010

O Homem Moderno

A vida é semelhante à água corrente.
Ela nunca flui para trás.

Pelo que o homem moderno procura em sua vida limitada?

Ele está procurando pela vaidade?

Pelo desenvolvimento?

Pelo seu coração vazio?



(Adaptado de Hozumi Gensho Rôshi, Zen Heart. York Beach: Wiser Books, 2001.)
Site: Ecos do Silêncio
http://www.dharmanet.com.br/zen/poemas.htm




domingo, 20 de junho de 2010

Para uma amiga que "partiu"

Quando Ninakawa estava à beira da morte, foi visita-lo o mestre Ikkyu.
"Posso guiar-te?" perguntou.
" Eu vim sozinho e vou sozinho. Em que tu poderias me ajudar?" Ninakawa respondeu.
" Se tu pensas que realmente vem e vai, isso é apenas ilusão tua. Deixa-me mostrar-te o caminho onde não há ida nem volta."
Com estas palavras Ikkyu revelou o caminho tão claramente, que Ninakawa sorriu e partiu em paz.



Texto retirado do livro Pocket Zen de Bruno Pacheco

" Que você encontre teu caminho de paz, minha amiga.
Até a próxima jornada."

domingo, 6 de junho de 2010

Quatro Votos

Seres são inúmeros; eu prometo libertá-los.
Ilusões são inesgotáveis; eu prometo acabar com elas.
Portões de Darma são sem limites; prometo entrar neles.
Os caminhos de Buda são insuperáveis; prometo realizá-lo.



Texto retirado do site: http://global.sotozen-net.or.jp/por/

segunda-feira, 31 de maio de 2010

quarta-feira, 26 de maio de 2010

A Raiva


" A raiva é uma emoção destrutiva, não é para ser tolerada. Fale de forma rude e suas palavras podem ser lançadas de volta a você. Como uma videira que estrangula a árvore em que cresce, quando você se entrega à raiva, você se machuca - e seu inimigo vence. Ao invés de agir ou falar com raiva, a reação habilidosa está em encontrar um meio de abrir seu coração. Então você pode tomar uma atitude construtiva sem aumentar a violência no mundo."

Sidartha Gautama

Texto retirado do livro: Um Café com O Buda, de: Joan Duncan Oliver

Kanji: Paz

terça-feira, 18 de maio de 2010

A realização Direta do Caminho

Existem duas maneiras de perceber o verdadeiro corpo-mente : uma é treinar com um mestre correto e seguir seus ensinamentos, a outra é fazer zazen diligentemente. Ao ouvir os ensinamentos a mente consciente é ativada, ao praticar apenas o puro zazen prática-iluminação se unem. Se negligenciar um dos dois não atingirá a essência do Caminho de Buda.

Todos tem corpo-mente, porém as atividades e aparências variam: liderando ou seguindo, com coragem ou com medo. Perceber Buda imediatamente com este corpo-mente é a realização direta do Caminho.

Não há necessidade de mudar este corpo-mente, pois a realização direta do Caminho simplesmente significa se tornar iluminado seguindo o treinamento de um verdadeiro mestre Zen.

Seguir um mestre é não estar atado a antigos pontos de vista nem criar novos, É apenas perceber o Caminho.
(fim)


Tradução: Grupo de Estudos do Templo Busshinji, revisada pela Monja Coen,
baseada nas versões em inglês nos livros:
Zen is Eternal Life, de Rôshi Jiyu Kennett,
Moon in a Dewdrop, editado por Kazuaki Tanahashi
Zen Master Dogen, An introduction with selected writings, de Prof. Yuho Yokoi e Daisen Victoria

sábado, 8 de maio de 2010

Atividade mental



Quando se busca a ausência de atividade mental, há um estágio em que o esforço deve ser abandonado, pois é necessária uma concentração livre de qualquer empenho. A mente torna-se muito calma e chega ao estado de plenitude. Nesse momento, qualquer esforço pode perturbar a pura tranquilidade,. Então para manter essa tranquilidade, é preciso esforçar-se para não se esforçar.


Texto do livro: Palavras de Sabedoria


Autor: Sua Santidade Dalai Lama


Imagem: Banco de Imagem Gratuitas

domingo, 2 de maio de 2010

Liberdade




A liberdade jamais significou licença para se fazer qualquer coisa à vontade.



(Mahatma Ghandi).

sábado, 24 de abril de 2010

Tua natureza verdadeira


Um iniciante no Zen foi até o mestre Bankei para fazer uma pergunta.

"Mestre, eu tenho um temperamento terrível. Às vezes, sou muito agitado e agressivo e acabo ofendendo as pessoas. Como posso curar isto?" , perguntou.

"Tu possuis algo muito estranho. Deixa-me ver como é esse comportamento" , disse o mestre.


"Bem, eu não posso mostra-lo exatamente agora" respondeu o iniciante.


"Por quê?" , perguntou Bankei.


"Não sei, é que isto sempre surge de forma inesperada" , disse.


"Então essa coisa não faz parte de tua natureza verdadeira. Se assim fosse, tu poderias mostra-la sempre que desejasses. Portanto, saibas que ela não existe" disse Bankei.



Texto retirado do livro: Pocket Zen de Bruno Pacheco
Imagem: Banco de imagens Gratuitas.

terça-feira, 20 de abril de 2010

Inscrição para um portão de cemitério

Na mesma pedra se encontram,
Conforme o povo traduz,
Quando se nasce - uma estrela,
Quando se morre - uma cruz.
Mas quantos que aqui repousam
Hão de emendar-nos assim:
"Ponham-me a cruz no princípio...
E a luz da estrela no fim!"


Mario Quintana

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quarta-feira, 14 de abril de 2010

Ser ouvido


Estes dias por força do samsara ( संसार ), tive de ir ao médico, alias, médicos. Uma situação bem interessante para quem gosta do mundo dos fantasmas e espíritos. O hospital em questão foi o do Servidor Público em São Paulo, capital. A comunicação paranormal com entidades espirituais (atendentes) começou quando entrei no imenso complexo de prédios, eu digo paranormal pois era uma comunicação frenética e praticamente desconexa da realidade, jogando-me de um lado para outro, para cima e para baixo. Depois de um árduo percurso consegui me localizar nos corredores deste universo paralelo. E enfim fui atendido pela tal "entidade superior" (o médico) e foi exatamente neste momento que senti o que os espíritos sentem, você não é visto, não é ouvido, é simplesmente uma sombra sem poder algum para se comunicar com o mundo dos "vivos". Apenas a "entidade superior" tem a premissa das palavras, por mais que você tente, se esforce para ser percebido como algo, ou como algum tipo de ser, nada tem validade é apenas fracasso em cima de fracasso. Sua mente fica envolta por palavras inacessíveis vindas da "entidade superior" (talvez uma espécie de mantra). Aquele mundo não mais te pertence, gestos, palavras, sentido, sentimentos, tudo é transformado e você se vê numa linha tênue entre as sombras brancas e a realidade. A cada palavra, a cada gesto, mais distância. Estamos num mundo onde as pessoas estão a cada segundo mais surdas para com o outro, ninguém quer ouvir, só ser ouvido. O pior de tudo são aqueles que estudam para ouvir e não ouvem, pois programam suas mentes para ficarem fora de sintonia com o humano e só o pedestal do "científico" é aceito. Uma anomalia absurda, homens só com boca, sem ouvidos. É uma pena, poderiam aprender muito conosco, meros e simples espíritos humanos.



Imagem: Banco de imagens gratuitas

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Diálogo entre dois monges

"Aonde vais?"

"Vou a um passeio pelas redondezas."

"Qual o propósito do passeio?"

"Não sei."

"Bem, não sabendo fica mais perto."


Texto do livro Pocket Zen de Bruno Pacheco

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Origem do carma...




"- o desejo aliado à ignorância determinam um ato;

- o ato executado produz uma impressão e faz surgir a consciência de um eu;

- impressão e consciência do eu tendem a afirmar a existência individual;

- mas a existência individual não possui outra prova de sua realidade senão os sentidos;

- os sentidos que separam e que ligam provocam o contato com o mundo exterior;

- ora, o contato é gerador de sensação;

- mas não existe nenhuma sensação que não engendre um apetite, quer de prolongá-la, quer de renová-la;

- o apetite visa a incorporação do objeto desejado;

- essa absorção constrói, assim um vir a ser;

- todo vir a ser é criador de um nascimento de estado novo de maneira alguma exatamente semelhante;

- ora, todo nascimento, por sua própria razão de existir, comporta já o sofrimento devido à não-possessão e à perda à degradação pelo envelhecimento e finalmente, ao desaparecimento pela extinção."



Texto de: Maurice Percheron; in; Buda Mito e Realidade de Heródoto Barbeiro