sábado, 28 de março de 2009

Controle da Quantidade de Comida


A comida deve ser ingerida com adequação, como se fosse
Remédio: sem desejo nem ódio;
Não por presunção, arrogância ou
Pujança, mas apenas manter o corpo.



Texto retirado do livro: Carta a Um Amigo, escrito por Nagarjuna; Fundador da Escola Budista Madhyamika

A Gravidade Relativa do Carma


Uns poucos grãos de sal podem alterar o gosto de uma pequena quantidade de água,
Embora não a do Ganges;
Compreendei que mesmo o carma negativo de pequena monta
Fará o mesmo com relação a virtudes incipientes.



Texto retirado do livro: Carta a Um Amigo, escrito por Nagarjuna; Fundador da Escola Budista Madhyamika

sexta-feira, 27 de março de 2009

Nasci, por quê?






Há quase 30 anos dou aulas, para adolescentes de várias idades, (13 até 40 anos), e não raro fazem a pergunta por mim já esperada, ( talvez pela facilidade e o conteúdo da minha matéria que é História); "Por que nasci, qual a finalidade de minha vida, ninguém me entende, só eu sou culpado, estou sofrendo e ninguém vê....". E assim vai um mala inteiro de perguntas e choros. Claro que este drama é característico da idade. Também vale alertar a falta de significação da vida, ou pela vida, cada dia mais comum.
O primeiro impulso que tenho é acalmar a ansiedade, esta doença que ataca a cada ano mais e mais jovens e mais cedo.
Tento explicar historicamente que esta vida é assim: nascer, sofrer e morrer, que entre o primeiro ponto e o último temos milhares de chances de dar significado à vida.
Dou continuidade à minha fala como;retribuição de gentileza, respeito, fazer o bem e assim que termino, mais drama explode. Para eles fazer o bem são coisas grandiosas, (talvez devido a mídia), passeatas, interditar estradas, invadir o congresso pela ética na política, se jogar na frente de baleeiros, salvar a Etiópia da fome, resgatar os pinguins nas praias.
Tudo realmente de uma nobreza louvável, mas tão distante do chiclete colado na carteira, da folha arrancada do caderno e atirada em forma de bolinha só para "chamar" o colega, da latinha de refrigerante ao chão, furar a fila do lanche, ironizar o trabalho das senhoras da limpeza. Enfim, como sempre digo; para grandes egos, grandes "obras".
São incapazes de enxergar o óbvio, aquilo que realmente faz a diferença na vida não é encarada de maneira significativa. Observam a vida como se ela fosse eterna. Não percebem a retribuição cármica do processo desta vida, muito menos da finitude, se colocam como eternos. Não é que eles queiram, só não se comenta da morte com a juventude, aprofundando assim a falsa idéia de "vida eterna", aliás a morte é algo que só acontece com o outro, só a mãe do outro morre, só o filho do outro morre.
Bem para falar da vida obviamente devemos falar da morte, e que não temos a vida eterna para resolver "pequenos" problemas.
Os tesouros da vida são feitos de atos simples, que juntos revolucionarão o mundo. Pedir por favor, agradecer sempre, olhar a fome que está a seu lado. Lembrar que as folhas do caderno são feitas de árvores e centenas de pessoas trabalharam até chegar em nossas mãos. Honrar o trabalho de outras pessoas, o colega ao lado.
É na simplicidade, no compartilhar, no olhar além do próprio umbigo que a vida se revela. Um pãozinho não desperdiçado em sua mesa poderá matar a fome de muitos. Um sorriso de bom dia poderá salvar milhares de seres. Conheci muitos alunos que deixaram de cometer atos de crueldade com um simples por favor.
Os "pequenos" atos de bondade são na verdade os grandes atos que mudam o dia-a-dia da humanidade. Cada ato nosso reflete no universo de alguma forma, isto é viver. Ter a consciência e a responsabilidade de nossos atos, e que eles estão atrelados a tudo e a todos.

sexta-feira, 20 de março de 2009

quarta-feira, 18 de março de 2009

Água


Água flutua
Escorre pelo ar
Debruça sobre a terra
Se esconde nas pedras
Onde está a água?

sábado, 14 de março de 2009

Bons dias Maus dias


"Em nossas vidas há momentos de alegria e de sofrimento. Se conseguirmos entender que sempre haverá bons e maus, poderemos gradualmente a não esperar somente bons momentos, e nem a detestar os maus."

(Daisaku Ikeda)

sexta-feira, 13 de março de 2009

Água


Água desintoxica o corpo, por dentro e por fora, hidrata nosso cérebro melhorando nossa mente; a pele; refresca no calor, ou esquenta no frio. Os efeitos são tão grandes que nem percebemos sua eficácia para a saúde. Estamos com sede e automaticamente tomamos esta água, não questionamos, mas ela está lá, por todo corpo.
Zazen é a mesma coisa

domingo, 8 de março de 2009

A mente e o Oceano


Não é a toa que a maioria das pessoas compara a vida aos oceanos.
De longe, com as fotos de satélites é só água, um azul bonito e tranquilo, não se teme, ao contrário dá ate paz.
Quando nos aproximamos começamos a ouvir o barulho das ondas quebrando na praia, continuamos achando tudo belo. Mais perto das pedras a arrebentação provoca um desconforto, já não estamos tão seguros em atravessar aquele trecho, preferimos muitas vezes a distância segura. Escorregar, cair ao menos ser derrubado é no mínimo o que vem as nossas mentes. O que mudou? De belo passou a ser traiçoeiro?
Outra visão é que de longe tudo é harmonioso não imaginamos a quantidade de seres que habitam aquele espaço, deste minúsculas criaturas ate mesmo gigantescas baleias e tubarões, lutando pela própria sobrevivência.
Nada disto tira o brilho e a beleza destas vidas, ou destes oceanos.
Com a nossa mente é a mesma coisa; ela é um verdadeiro oceano. Dependendo do ponto de vista é belo. Olhamos de longe a nossa própria mente, não percebemos o barulho das arrebentações no próximo, nem mesmo os tubarões. Temos a certeza que esta tudo fora, os tubarões, as águas vivas, as moréias, baleias... . Gostamos de olhar o oceano do outro bem perto, lá no fundo e achamos quase tudo horrível e escuro. Já.... o nosso oceano só queremos ver de satélite.
Precisamos ter a coragem de enfrentar as arrebentações e as pedras de nossa mente, conhecer os nossos tubarões e moréias e descermos mais e mais fundo e quando menos esperamos não haverá mais baleias, nem rebentações, nem barulhos, nem pedras, muito menos satélites. Simplesmente só nós mesmos. Observando tudo e fazendo parte do todo.

Dia Internacional da Mulher


Seria tantos milhões de adjetivos para as mulheres, que nenhum deles se encaixaria na sua totalidade, tamanha complexidade destes seres. Por isto abaixo os olhos em silêncio e sinto a vergonha histórica de pertencer ao sexo masculino. Por mais que tente, nunca entende.

sexta-feira, 6 de março de 2009

quinta-feira, 5 de março de 2009

Procurar o Tempo.


Em uma proposta de brincadeira com uma turma de 5ª série. Ficamos de procurar o tempo, onde ele estava? Falei de Salvador Dali e o "derretimento" do tempo. Instigava a molecada de como poderia ser o tempo, tentamos de maneira divertida dar uma identidade à ele, ou uma forma. Rimos tanto que até a diretora apareceu na porta para ver a "bagunça", que tanto incomodava os colegas em outras salas. ( Só não sei se o incomodo era devido nossa passageira felicidade ou o assunto em si?). O que importa é que a viração continuou, e o assunto variava entre o que era gostoso ou não, o que era bom ou mau, oque demorava e oque era rápido. Claro que o beijo, namoro, sorvete, natal, aniversário; ganharam como os mais "rápidos" e a ajudar a mãe fazer faxina, lavar a louça, dentista, esperar ônibus; os mais demorados. Então discutimos como poderia ser rápido ou devagar se o relógio é o mesmo para tudo e em qualquer lugar do mundo. E de uma hora para outra um aluno de dez anos falou: "Eu gosto de jogar bola, começo de manhã e quando vejo minha mãe tá brigando comigo porque tá escuro e eu não fui pra casa, então eu acho, que quando a gente gosta do que faz, a gente não pensa em nada, tudo para, nada incomoda, a gente não pensa em nada, nem na hora, nem dá fome na gente.
- Definitivamente é puro zazen.